Livre_do_ponto

________________________________ \” apenas aqueles que sabem são verdadeiramente livres \”

Archive for Setembro, 2006

30º Tempo – Colóquio Educação, Diversidades e Cidadanias

Posted by LMML em Setembro 30, 2006

A propósito do post anterior julguei pertinente ‘publicitar’ um Colóquio que irá ocorrer na Universidade do Minho subordinado ao tema “Educação, Diversidades e Cidadanias”. O texto de apresentação do referido colóquio é este:

A diversidade dos públicos escolares constitui hoje uma Post 30fonte de desafios que não conhecemos ainda completamente. De facto, a dimensão dessa realidade continua a surpreender a maior parte de nós, quando confrontados com uma pluralidade de línguas e nacionalidades presentes nas escolas portuguesas cuja magnitude seria dificilmente imaginável há apenas alguns anos.

No entanto, o pluralismo cultural, ainda que invisibilizado, é uma constante bem mais antiga no nosso sistema educativo, há já algumas décadas acolhendo populações heterogéneas; o que hoje parece representar uma nova realidade é o facto de que a interacção com sujeitos de múltiplas diversidades se constituiu como o desafio normal e quotidiano do exercício da acção pedagógica.

A construção dos cidadãos foi uma obra entregue à instituição escolar há alguns poucos séculos; quando as cidadanias se pluralizam por referência a entidades políticas em (re)invenção como a União Europeia ou os seus Estados-membros, também o que conhecíamos como sistema educativo se encontra em transfiguração quanto às suas missões, possibilidades ou fronteiras.

 

Mais informações poderão ser consultadas sítio do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, mas concretamente aqui. Deixo-vos também o desdobrável que poderá ser consultado com o Acrobat Reader contendo a ficha de inscrição e todos os detalhes de organização (os paineis, os oradores, as horas e dias) bem como o contacto de e-mail para o qual poderão enviar as vossas dúvidas: cseae@iep.uminho.pt

 

Nota: Pena é ser tão longe… embora o Minho valha sempre o propósito da visita! – e a minha mãe minhota que o diga –

 

 

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29º Tempo – Justiça social

Posted by LMML em Setembro 30, 2006

Saltapocinhas, no seu blogue Fábulas,desabafa no seu post de 29 de Setembro:

O que me revolta é que enquanto uns penam para conseguir o subsídio e ouvem raspanetes por entregarem os papéis fora do prazo (quando a situação da pessoa mudou durante as férias), outros há que podem entregar os papéis fora de prazo sem problema nenhum…
E porquê?
Porque são ciganos, têm rendimento mínimo e tolerância máxima…
Porque se lhes levantarem problemas eles fazem barulho e nem duvido que fossem capazes de acampar, com a família toda, em frente à Câmara!

 

Sendo um assunto extremamente delicado, cujas posições podem ser facilmente confundidas com certas atitudes xenófobas e racistas – o que, seguramente, não é o caso do post da Saltapocinhas – , tem de ser abordado de forma tão pragmática e racional quanto possível, embora não deixando de lado a fragilidade moral que advém de um assunto com este cariz: os auxílios sociais e financeiros prestados a famílias cultural e economicamente desfavorecidas e o que estas ‘em troca’ contribuem para a sociedade civil.

 

A propósito do post referido, deixei no Fábulasem comentários algo que dizia mais ou menos o seguinte:

Apesar de ser um assunto que tem de ser tratado com ‘luvas de pelica’, situações como esta (e esta é apenas uma…) têm de ser revistas e o processo de providência social prestado a algumas famílias (sejam elas de qualquer estrato social) tem de ser redefinido (ou pelos menos melhorada a sua supervisão).
À situação que colocas (e leccionando eu numa escola inserida num contexto socio-cultural empobrecido – Vale da Amoreira – percebo muito o que referes) terá de se contrapor a ajuda financeira (e outras) prestadas a famílias de um estrato social mais ‘elevado’, cujos rendimentos atingem facilmente os 40/60 mil euros anuais (e mais) e que, ainda assim, por obra de contornemanentos à lei, beneficiam de auxílios que, muitas das vezes, são recusados a famílias muito mais carenciadas.
É apenas só mais uma forma de abordar o mesmo… a desigualdade e injustiça de um processo que ainda tem muito para ser corrigido.

Critique-se pois o processo e não o produto, como aliás Saltapocinhas deixou claro numa sucinta resposta a um comentário às suas palavras, quando diz:

Eu não estou contra os ciganos, Anokas, estou contra o sistema que os protege a eles e desprotege gente que trabalha e não tem direito a nada. Eles limitam-se a usufruir daquilo que lhes dão de mão beijada e fazem muito bem!!

 

 

 

 

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28º Tempo – Tarefa A

Posted by LMML em Setembro 29, 2006

Pois bem, meus caros… chegou a altura de se estrearem – e eu também – por estas andanças de ‘aulas’ fora da sala de aula.

Tal como foi explicado e acordado na aula de sexta-feira terão agora a oportunidade de cumprir a primeira tarefa Livre_do_ponto!

Sublinho, repetindo o que vos disse, que sendo esta a primeira vez é natural que tenham algumas dificuldades. Porém não se preocupem. Da tentativa e erro vem a prática… com tempo chegaremos lá.

Aqui fica a proposta da Tarefa A:

Esta primeira tarefa é simples e divertida de executar – assim o espero – . Trata-se de um jogo onde irão colocar em prática a matéria que foi abordada nas primeira aulas, a saber: verb to be ( presente simple).

1. Ao clicarem na Imagem 1 abrir-se-á uma página que dará ínicio ao jogo. Escolherão no nível 1 o papel que deciderem representar (abelha zangão ou abelha rainha) – como é demonstrado na Imagem 2 -.

2. Depois terão de escolher qual das três formas do verbo to be estará correcta para completar a frase – conforme mostra a Imagem 3. Por cada resposta certa que derem acumulam um ponto, por cada errada o vosso adversário (o computador) acumula um ponto. Vencerá quem primeiro chegar aos 15 pontos.

3. Depois de terem jogado voltem cá e no final deste post encontram a expressão comentários. Tal como vos disse poderão clicar na palavra e escrever o vosso resultado. Assim saberei durante o fim-de-semana como é que vos correu a tarefa (poderão também escrever o que acharam da tarefa e as vossas dificuldades). A Imagem 4 indica os campos que terão de preencher.

      a. O primeiro campo com o vosso nome (utilizem as inicias do primeiro e último, como combinámos)

      b. O segundo campo com o vosso e-mail (quem não tem poderá inventar – descansem que apenas eu tenho acesso a essa informação)

      c. O terceiro campo poderá ficar em branco e

      d. Finalmente o campo maior será onde irão escrever a mensagem propriamente dita.

Post 28a

 IMAGEM 1 (clica na imagem para acederes ao jogo)

Post 28b

IMAGEM 2

Post 28c

IMAGEM 3

Post 28d

IMAGEM 4

 

Alguma dúvida enviem e-mail para livredoponto@gmail.com

 

Bom trabalho!

 

 

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27º Tempo – Tem de ser…

Posted by LMML em Setembro 28, 2006

Vou andando… que ela já me espera!

Post 27

 

 

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26º Tempo – Cartoon II

Posted by LMML em Setembro 28, 2006

Post 26

“Wow! If we learn from our mistakes, I ought to be a genius by now.”

 

“Ena! Se aprendemos com os próprios erros, já deveria ser um génio!”

 

George B. Abbott Education Cartoons

 

 

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25º Tempo – Para lá da sala de aula

Posted by LMML em Setembro 28, 2006

C. no final da semana passada pediu, logo no início da aula, para falar comigo no final. Após alguns anos daquela casa, sei que normalmente este pedido tem coisa séria por detrás. Acedi ao pedido – obviamente – e no final da aula, depois de todos os colegas já terem arrumado e saído C. lá veio, timidamente, falar comigo.

– Sabe S’Tor, a minha mãe foi hoje de manhã para o hospital! Fiquei muito preocupado. Não sabemos, lá em casa, se ela irá ficar internada três dias, três semanas ou mesmo três meses. Portanto S’Tor se eu piorar um pouco o meu comportamento ou não participar tanto nas aulas… já sabe… é da preocupação.

[tal e qual assim… quase ipsis verbis] 

 

 

Ontem C. esperou, disfarçando arrumar os seus tarecos, que os seus colegas abandonassem a sala e quase em surdina disse-me:

 – S’Tor afinal a minha mãe já está em casa! Fiquei aliviado… vou voltar a ser o mesmo.

… [nunca o deixaste de ser C…. e também eu fiquei aliviado]

 

 Nota: C. tem cerca de onze anos!

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 “Quando a criança aprende a andar, a mãe não explica, nem demonstra: ela não ensina a andar, ela não representa (não anda diante da criança): ela sustenta, encoraja, chama (recua e chama): ela incita e protege: a criança pede a mãe e a mãe, desejando o andar da criança, chama-a”

Ruben Alves, in Gaiolas ou Asas

 

 

 

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24º Tempo – Uma questão de gramática

Posted by LMML em Setembro 27, 2006

Este texto veio parar à minha caixa do correio há um bom par de meses atrás… fui guardando-o porque sempre teve nas minhas intenções colocá-lo no LdP. Como, neste momento, estou a tentar arranjar toda e qualquer desculpa para evitar voltar à pilha de documentos a ler, decidi fazê-lo agora.

Lamento imenso não poder citar convenientemente o autor ou autora. A única referência que acompanhava o texto era a de que este teria sido escrito por um(a) aluno(a) da Faculdade de Letras, na cadeira de Gramática Portuguesa – perceberão porquê – . Sem poder atestar a veracidade da sua origem e chamando a atenção para imaginação adjectival quasi erótica do escrito aqui fica ele, um pouco longo mas a valer a pena:

 

” Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, ilábica, um pouco à tona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os post 24vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo até gostou daquela situação; os dois,sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar,conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro. Óptimo,pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento. Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante.
Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo. Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo. Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu
ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros. Ela, totalmente voz passiva. Ele,completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais. Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular. Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisto a porta abriu-se repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas,ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor,subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício. Que loucura, meu Deus.
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que, as condições eram estas. Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema,cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.”

 

 

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23º Tempo – A janela do sotão…

Posted by LMML em Setembro 27, 2006

Tento esticar os músculos entorpecidos do pescoço – num gesto que a minha mãe nada aprecia – e descanso o olhar na janela do sotão…

 

 

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22º Tempo – Engrenagem

Posted by LMML em Setembro 27, 2006

Post 22Por vezes, no meio de tanta papelada – projectos curriculares de turma, conteúdos programáticos, planificações, competências essencias, competências transversais, caracterização da turma, actas de conselho de turma, actas de assembleia de agrupamento, pareceres, despachos, ofícios, circulares, et caetera – chego a colocar em causa se, no meio de tudo isto, os míudos não vão sendo esquecidos!

 

Cada vez tenho menos tempo para eles nos corredores! Vou de passo apressado, cingo-me ao cumprimento diário e à piada habitual mas sincera – para manter viva a ligação a antigos alunos – e quando chego à sala sinto que passaram mais uma dúzia de oportunidades de fazer algo bem mais importante do que ensinar o verbo.

 

Nem sei bem de quem é a responsabilidade… talvez minha, que tenho de aprender a gerir melhor o tempo… mas que me vou sentido – cada vez mais – apenas mais uma peça na engrenagem, lá isso vou!

 

 

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21º Tempo – Quanto tempo o tempo tem

Posted by LMML em Setembro 27, 2006

Definitivamente… estou cansado! E quando olho para os dias que passaram e os que faltam ainda passar, ainda me canso mais. Ainda com os pés de molho nas águas algarvias – não é nenhum Porto Galinhas mas já me contento – quase que sofria por antecipação, prevendo o que daí para a frente viria. E eu, que me engano tantas vezes, dessa vez não me enganei. Irra!

Post 21

 

São onze da noite e eu às voltas com os textos – uns a ler, outros já lidos, outros sem vontade nenhuma de sequer pegar neles – tentando compreender as palavras que se vão desenhando perante os meus olhos – da esquerda para a direita, da esquerda para a direita… muda de linha… sublinha… parágrafo… tirando apontamentos – Onde me fui meter!

E com tudo isto vou ficando com cada vez menos tempo para ir mantendo o LdP vivo… à falta de melhor vai ficando em animação suspensa – quase ligado à máquina – com um ou outro ocasional suspiro quase inconsequente.

Substituindo o sofá da imagem por uma mesa, consequente cadeira e pilhas de papel… uns carrinhos e jogos do ‘catraio’… e é uma imagem quase fiel!

 

 

 

 

 

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