Livre_do_ponto

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29º Tempo – Justiça social

Posted by LMML em Setembro 30, 2006

Saltapocinhas, no seu blogue Fábulas,desabafa no seu post de 29 de Setembro:

O que me revolta é que enquanto uns penam para conseguir o subsídio e ouvem raspanetes por entregarem os papéis fora do prazo (quando a situação da pessoa mudou durante as férias), outros há que podem entregar os papéis fora de prazo sem problema nenhum…
E porquê?
Porque são ciganos, têm rendimento mínimo e tolerância máxima…
Porque se lhes levantarem problemas eles fazem barulho e nem duvido que fossem capazes de acampar, com a família toda, em frente à Câmara!

 

Sendo um assunto extremamente delicado, cujas posições podem ser facilmente confundidas com certas atitudes xenófobas e racistas – o que, seguramente, não é o caso do post da Saltapocinhas – , tem de ser abordado de forma tão pragmática e racional quanto possível, embora não deixando de lado a fragilidade moral que advém de um assunto com este cariz: os auxílios sociais e financeiros prestados a famílias cultural e economicamente desfavorecidas e o que estas ‘em troca’ contribuem para a sociedade civil.

 

A propósito do post referido, deixei no Fábulasem comentários algo que dizia mais ou menos o seguinte:

Apesar de ser um assunto que tem de ser tratado com ‘luvas de pelica’, situações como esta (e esta é apenas uma…) têm de ser revistas e o processo de providência social prestado a algumas famílias (sejam elas de qualquer estrato social) tem de ser redefinido (ou pelos menos melhorada a sua supervisão).
À situação que colocas (e leccionando eu numa escola inserida num contexto socio-cultural empobrecido – Vale da Amoreira – percebo muito o que referes) terá de se contrapor a ajuda financeira (e outras) prestadas a famílias de um estrato social mais ‘elevado’, cujos rendimentos atingem facilmente os 40/60 mil euros anuais (e mais) e que, ainda assim, por obra de contornemanentos à lei, beneficiam de auxílios que, muitas das vezes, são recusados a famílias muito mais carenciadas.
É apenas só mais uma forma de abordar o mesmo… a desigualdade e injustiça de um processo que ainda tem muito para ser corrigido.

Critique-se pois o processo e não o produto, como aliás Saltapocinhas deixou claro numa sucinta resposta a um comentário às suas palavras, quando diz:

Eu não estou contra os ciganos, Anokas, estou contra o sistema que os protege a eles e desprotege gente que trabalha e não tem direito a nada. Eles limitam-se a usufruir daquilo que lhes dão de mão beijada e fazem muito bem!!

 

 

 

 

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