Livre_do_ponto

________________________________ \” apenas aqueles que sabem são verdadeiramente livres \”

Archive for Outubro, 2006

77º Tempo- O problema já vem de há muito…

Posted by LMML em Outubro 30, 2006

Historicamente sempre houve, de tempos a tempos, grande dificuldade por parte dos governantes em fazer passar a mensagem aos governados. E por vezes essas dificuldades resultam em acontecimentos penosos.

A tentativa de Domingo do Secretário de Estado Jorge Pedreira é mais um pequeno exemplo que sublinha esta constatação. Tentam a todo o custo fazer passar a mensagem, nem que para isso utilizem meios muito pouco claros, como P.Guinote refere muito bem neste post.

A propósito de tudo isto, e porque nutro especial gosto por eles [quase doentia devoção], recordei duas cenas do filme ‘The Life of Brian’, dos enormes Monty Python.

 

A primeira intitula-se “The Emperor talks funny”. Para os que, pelo menos, arranhem o inglês perceberão a relação.

 

 

 

A segunda é simplesmente genial [e um pouco mais curta]… sobre a individualidade das massas.

 

 

 

Brian: ‘Look, you’ve got it all wrong! You don’t NEED to follow ME, you don’t NEED to follow ANYBODY! You’ve got to think for yourselves! You’re ALL individuals!’
The Crowd (speaking in unison): ‘Yes! We’re all individuals!’
Brian: ‘You’re all different!’
The Crowd (in unison): ‘Yes, we ARE all different!’
Man in crowd: ‘I’m not…’
The Crowd: ‘Shhh!’

 

GENIAL!!!

 

 

 

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75º Tempo – Prestigiar os professores (!?!?!?!?!?!)

Posted by LMML em Outubro 29, 2006

Na edição de hoje do Diário de Notícias surge publicado um texto da autoria do Secretário de Estado adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, intitulado ‘Prestigiar os professores’. Apesar de deixar ligação para o dito texto, poupo-vos o tempo e coloco-o aqui, sublinhando algumas frases que considero, por variadas razões, importante destacar e sobre as quais me apetece discorrer:

 

 

“ O Ministério da Educação assumiu a alteração do Estatuto da Carreira Docente (ECD) como um imperativo político, por boas razões. O ECD deve ser um instrumento para a organização das escolas e a valorização do trabalho dos professores, tendo em vista a promoção do sucesso dos alunos, a prevenção do abandono escolar e a melhoria da qualidade das aprendizagens.(1)

 

O ECD em vigor, tal como foi aplicado, contribuiu objectivamente para a degradação da função e da imagem social dos professores(2). Instalou-se a indiferenciação entre os melhores e os piores profissionais. Permitiu-se que professores com mais experiência e mais formação, usufruindo das remunerações mais elevadas, abdiquem de exercer responsabilidades especiais na escola, deixando com frequência aos seus colegas mais jovens as tarefas de coordenação e de supervisão pedagógicas(3). O ECD não contém quaisquer incentivos à melhoria das práticas pedagógicas(4). Só o brio e a consciência profissional de muitos professores permitem, apesar disso, notáveis exemplos de boas práticas e de inovação, de dedicação à escola e aos alunos.

 

Contudo, o êxito da escola não pode estar dependente apenas do brio e da consciência profissional. O trabalho dos professores não pode ser atomizado e é impossível organizar a escola com base na indiferenciação. É indispensável promover a cooperação e reforçar as funções de coordenação, dotando as escolas de um corpo de docentes reconhecidos, com mais experiência, mais autoridade e mais formação, que assegurem em permanência funções de mais responsabilidade. Nas outras profissões mais qualificadas, a norma é a diferenciação, expressa em categorias funcionais, às quais estão geralmente associadas dotações específicas nos quadros(5). O Ministério da Educação propõe a mais generosa das modalidades de estruturação. Propõe apenas duas categorias e que haja um coordenador por cada dois coordenados(6).

 

É também indispensável determinar condições mais exigentes para o ingresso na carreira e para uma avaliação do desempenho que promova e premeie o mérito e que valorize a actividade lectiva(7). Atendendo às regras gerais de toda a administração pública, para garantir a diferenciação não é possível prescindir de quotas para as classificações superiores, que devem ser entendidas como a definição de graus de exigência relativos.

 

Desde a primeira hora, as associações sindicais dos professores rejeitaram liminarmente estas propostas e apesar de terem procurado fazer crer que aceitavam as regras de uma avaliação diferenciadora, continuam afinal a rejeitá-las. Reconhecemos que as propostas que apresentámos exigem dos professores uma adaptação profunda. Compreendemos que alguns professores se sintam inseguros ou até apreensivos com estas alterações. Entendemos, porém, que elas são razoáveis e absolutamente necessárias. Em nome do interesse público e do futuro da qualificação dos portugueses, não podemos renunciar a introduzi-las(8).

 

Sem sacrificar aqueles princípios, durante o processo negocial, o Ministério da Educação apresentou alterações muito relevantes à sua proposta inicial, no sentido de corresponder a preocupações manifestadas pelos sindicatos. Apesar do esforço, não foi possível superar divergências fundamentais(9). Não poderíamos deixar-nos paralisar por isso.

 

Porque queremos continuar a trabalhar com os professores para produzir instrumentos de concretização do ECD, avançámos novas respostas para resolver problemas antigos – como a extinção dos Quadros de Zona Pedagógica ou a situação dos docentes sem horário lectivo. Propusemos aos sindicatos que participem na elaboração da regulamentação que teremos de adoptar em qualquer caso.

 

Com a finalidade expressa de criar o clima de serenidade imprescindível a essa colaboração, fizemos importantes concessões (por exemplo quanto à apreciação dos pais ou ao prolongamento da carreira na categoria de professor). Sem esse clima, porém, tais concessões perdem sentido, não sendo viável um trabalho em comum(10).

 

Não está em causa a negociação colectiva, um direito que o Ministério da Educação respeitará escrupulosamente. O que está em causa é que os sindicatos queiram contribuir para a solução de problemas que importam realmente aos professores. A porta continua aberta para essa contribuição. Se os sindicatos rejeitarem esta proposta, todos perderemos um pouco. Mas perderão mais, e principalmente, os professores.(11)

 

Diário de Notícias, 29 Out. 2006

 

 Nota: o sublinhado e o destacado são da minha autoria

 

Nada me move contra o Secretário de Estado, nem contra a Ministra da Educação. Não sou fundamentalista. Tento não confundir pessoas com ideias e, muito menos, fazer generalizações perigosas. Mas uma coisa me parece certa… lendo estas palavras de Jorge Pedreira, arrisco-me a dizer: ou o homem está perdido… ou estou eu!

 

DISCORRO:

(1)– Estou totalmente de acordo… deve ser… mas não me parece que seja o caso desta proposta.

(2)– Também concordo. O ECD em vigor, tal como foi aplicado, contribuiu para a degradação da função de professor. O problema portanto é a aplicação e não o documento em si… é o que depreendo das palavras do Sec. Estado. E a maioria das pessoas que o aplicaram mal, serão também as que irão aplicar o próximo. Será que desta vez bem? Sendo então o problema identificado como a errada aplicação do ECD e não o prório Estatuto justificar-se-ia um novo? Penso que sim. Mas não servindo os propósitos que este serve.

(3)– (…) Permitiu-se que professores com mais experiência e mais formação, usufruindo das remunerações mais elevadas, abdiquem de exercer responsabilidades especiais na escola, (…) : aqui começamos a deslindar os verdadeiros motivos por detrás desta proposta de ECD. Agora uma coisa acrescento: maior tempo de serviço não equivale a maior experiência e muito menos a maior formação. E se esses professores abdicaram de exercer essas responsabilidades é com este Estatuto que o ME quer que eles se apercebam do erro, se arrependam e voltem, felizes e dispostos a trabalhar, para cargos que há muito desdenharam? A solução é pois, depreende-se, força-los?!

(4)– A qual ECD se refere? Ao ainda em vigor? Ao actualmente proposto? É que na minha opinião nem um nem outro defendem (…) quaisquer incentivos à melhoria das práticas pedagógicas (…).

(5)– (…) Nas outras profissões mais qualificadas, a norma é a diferenciação (…): mas as outras profissões mais qualificadas (já agora poderia dizer quais) são também mais remuneradas e com outras vantagens que esta profissão está longe de ter. Lidar com papéis ou números não é bem a mesma coisa que lidar com crianças e jovens.

(6)– (…) O Ministério da Educação propõe a mais generosa das modalidades de estruturação. Propõe apenas duas categorias  (…): Sou só eu a notar aqui uma gritante contradição?

(7)– Não poderia estar mais de acordo com a frase… em teoria. Já a prática que têm vindo a ser aplicada me parece nada congruente com esta ideia.

(8)– Como são ténues as linhas que separam determinação, teimosia e despotimo.

(9)– Esforço!? De quem!? Dos Sindicatos, do Ministério, dos Pais, dos Alunos, dos Professores, da Opinião Pública, dos Media? De onde terá de vir o esforço para melhorar o nosso sistema de ensino, tornando-o mais funcional, mais instrumentalizador, mais eficaz sem perder o seu humanismo’

(10)– Importantes concessões. Concessões? É por se pensar assim que nunca se chegará a lado nenhum. Quando um lado concede para o outro vencer e vice-versa. Terão de perceber que para se chegar a bom porto num processo tão importante como este não se pode basear um documento final numa lógica de concedo aqui e tu concedes ali… Não estamos a negociar contratos… estamos construir um importante alicerce daquele que virá a ser o futuro educativo de milhares de crianças. Não se concede… percebe-se o erro de posição e concorda-se, ou não!

(11)– Ameaça!?

 

 

 

 

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74º Tempo – O Bom Professor é…?

Posted by LMML em Outubro 29, 2006

Sem apelo nem agravo (nem devida autorização – espero que o autor P.Guinote seja complacente) roubei este título a dois posts [ este e este] lidos no blogue ‘A Educação do Meu Umbigo’. Retirados de ambos, ressalvo aqui alguns excertos particulares que provocaram a minha reflexão, aconselhando a leitura integral dos mesmos – muito bem escritos, por sinal – :

 

(…) Já quanto a saber o que é um “bom professor” confesso que agora, mais do que nunca, ando cheio de dúvidas. É que fui apanhado de surpresa por um colega meu, 10º escalão, larga experiência de docência e cargos vários, que de sorriso afivelado me inquiriu quando eu espreitei para o espaço dos fumadores, “E tu o que achas que é um bom professor?”. Pois ele próprio andava às voltas com a questão e não lhe encontrava solução (…)

 

(…) É que em perto de 20 anos muita coisa mudou e o conceito de “bom professor” foi naturalmente evoluindo e sofrendo múltiplas transformações, normalmente no sentido do seu alargamento para novos domínios (…)

 

(…) Nos meus primeiros tempos, achava eu que ser um bom professor passava por ensinar o melhor possível os meus alunos, tornando-os capazes (…) de obter bons resultados nos momentos de avaliação e, ambição maior, que esse saber pudesse ser útil no seu futuro; assim como também passava por cumprir as minhas obrigações formais na Escola e não atrapalhar os outros colegas. Este último detalhe não era, de todo, de desprezar (…)”

 

(…) Só que, entretanto, a função do professor desdobrou-se em múltiplas dimensões e, para além de educador, tornou-se um elemento activo de uma ou mais equipas (os Conselhos de Turma), de uma organização (a Escola), um profissional que se pretende reflexivo e crítico (…)”

 

(…) Talvez não saiba definir o que é um “bom professor”, porque tenha o receio de encarar a dura verdade de eu próprio não me considerar um bom professor, um entusiasmado e dedicado elo na grande engrenagem do sistema educativo. Porque não sou capaz de sacrificar todo o meu tempo em prol da Escola, roubando-o à família. Porque não sou capaz apenas de pensar no “trabalho pedagógico” e na sua preparação e perco muito do meu tempo a ler ou mesmo, sacrilégio, a ver televisão. Porque nos fins de semana me recuso a estar horas agarrado a dezenas de testes, procurando o equilíbrio supremo da avaliação justa, ou a conceber “novos materiais” de apoio, e preferindo ir dar um passeio até aos jardins da Gulbenkian (…)”

 

(…) Eu até tenho uma ideia razoavelmente clara sobre o que deve ser um bom professor, em especial se estiver integrado num sistema educativo coerente e em que nas Escolas as funções estejam distribuídas de forma lógica pelos diversos intervenientes (…)”

 

 

Nota: os destacados são do autor dos excertos aqui apresentados, e não meus

 

 

A partir destas reflexões P. Guinote entra depois numa comparação com a ideia do que é ser bom professor aparentemente defendida pelo novo Estatuto da Carreira Docente. [mais uma vez aconselho a leitura dos dois posts referidos]

 

Não entrarei na análise do novo Estatuto. Por várias razões, sendo a principal o facto de já estar um pouco saturado do dito, prefiro afastar o assunto, ainda que por breves momentos, das minhas cogitações.

 

Prefiro aventurar-me, um pouco insano e

antes… levar a minha reflexão sobre o que é ser bom professor para um campo bastante mais lírico… e depressa me recordar de palavras, há muito tempo lidas, do saudoso Sebastião da Gama, em que o próprio indagava reflexivamente sobre o que era ser um bom professor. Dizia ele então:

 (…) Aulas más são aulas que os rapazes não querem ouvir. Mas então – poderia eu defender-me – que culpa temos nós [professores] de os rapazes serem barulhentos, desinquietos e desatentos? É verdade que às vezes a culpa não é nossa: é toda deles, a quem mais apetecia estar na rua que na escola. Mas para isso justamente é que serve o bom professor – e o meu drama resulta de que a mim só me interessa ser bom professor. Ser bom professor consiste em adivinhar a maneira de levar todos os alunos a estarem interessados; a não se lembrarem de que lá fora é melhor. E foi o que eu ontem não consegui (…)”

 

Creio que a pergunta que serve de cabeçalho a este post deverá ser feita em frente de um espelho, para nos ser devolvida… dura… rude… quase crua! De seguida prepararmo-nos para a devorar com insaciedade, mastigando-a com o fervor de facilitar a digestão. E depois, só depois, arriscar uma resposta.

Post-74Oiço, quase todos os dias, lamentos de professores, de pais, das pessoas em geral, de como as coisas estão más… a continuar assim… no meu tempo…. Oiço que a escola de hoje não forma, contempla. Que o ensino de hoje não educa, assiste. Que os professores de hoje não ensinam, aturam. E preocupo-me!

As escolas não são ilhas, com uma ou outra ponte aérea feita por avião duvidoso. As escolas estão lá… no meio… bem imersas naquilo que as rodeia. São por isso uma visão espelhada do mau e do bom… do podre e da frescura… do que se vaia e do que se aplaude…

Não há volta a dar-lhe. A não ser que criemos redomas de vidro protegendo-as de tudo o que as pode corromper, com quem entra a ser sujeito a uma desinfecção eliminando tudo o que seja contaminação exterior.

As escolas estão lá!

Só trabalhando sobre o que as rodeia [o desemprego, a delinquência, o desinteresse cívico, a divorciada cidadania, a probreza, a ausência de valores, o risco, a violência, o desespero social, a fome, a miséria, o novo-riquismo, a opinião fácil, a burocracia, a desigualdade, a injustiça, o desapego, a pressa, a escassez de tempo, a tristeza, o fatalismo, …] é que poderá ser possível tornar muitas das nossas escolas… noutras escolas… novas escolas, melhores escolas. Façam isso e contem comigo! Enquanto essa tarefa hercúlea não for tomada em mãos decididas, prefiro agir, derivando de Sebastião da Gama, na tentativa vã [?] de que aos meus alunos lhes apeteça muito mais estar lá dentro aprendendo a mudar o que de mau irão encontrar lá fora.

 

E não… não sei. Não sei o que é ser bom professor. Mas sei o professor que quero ser!

 

 

 

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73º Tempo – Conto de Natal!?

Posted by LMML em Outubro 29, 2006

Atarefei-me hoje! Decidi arrumar tudo o que era papel espalhado pelo sótão. A certa altura deparei-me com um texto que escrevi há uns bons 4 anos atrás, perto do Natal, a propósito de um sem-abrigo com quem me cruzava quase todos os dias. Apesar de ele ainda ser vivo [bem haja]… hoje em dia cruzamo-nos muito menos… mas as nossas vidas, aparentemente não mudaram assim tanto.

O ter encontrado o texto não deixa de soar a estranha coincidência. Há cerca de 2 semanas atrás voltei a encontrá-lo. Vestido com aquelas que pareciam ser as mesmas eternas roupas. Resoluto… quando cheguei a casa juntei dois sacos de roupa que tinha guardado para doar… e fui à sua procura. Encontrei-o, inevitavelmente, junto à porta de um qualquer café. Ofereci-lhe os dois sacos de roupa, argumentando que o frio aproximava-se e ele poderia precisar para se agasalhar [disse-o com grande receio, não sabia até que ponto aquela oferta poderia ofender a sua dignidade]… ele olhou para mim… com aquela barba a lembrar as nuvens mais carregadas do Inverno…

 

[os dois sacos estão ali, encostados à parede…

                                               … ele recusou-os]

 

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76º Tempo- Tarefa F

Posted by LMML em Outubro 28, 2006

Cá vamos a mais uma tarefa. Bem, não será bem tarefa mas mais um desafio para um pequeno jogo. Poderá parecer demasiado infantil para vocês mas ainda assim achei que poderia ser uma boa actividade para colocar em prática o listening e o writing.

 

Vamos a isso então? Clica na imagem ou aqui.

 

Post 77

 

 

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72º Tempo – Clube dos Poetas Mortos

Posted by LMML em Outubro 26, 2006

Filme que me marcou para sempre… chamem-lhe pieguice, chamam-lhe até sentimentalismo… mas o que ficou cá dentro depois de o ter visto na minha adolescência já avançada, ainda hoje me faz mexer e lutar contra alguns moinhos de vento.

Não me parece que seja pieguice… por andarmos de passo em passo nesta vida de correrias, há momentos… há segundos… há batidas que deixam marcas na memória. Um livro, um sorriso, um beijo, uma frase, uma carícia, um poema…. uma palavra… e lá ficamos com o momento impregnado nas nossas memórias para sempre.

Com o filme  vieram uma série de outros momentos…. um deles a descoberta de Walt Whitman e a leitura desse majestoso poema “O Captain! My Captain!”

 

Deixo-vos um video feito com imagens do filme… a música está longe de ser das minhas preferidas mas não o penaliza!

Deixo-vos também o poema…

 

 

O Captain! My Captain!

O Captain! my Captain! our fearful trip is done, Post 72
The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.

O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up – for you the flag is flung – for you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon’d wreaths – for you the shores a-crowding,
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Hear Captain! dear father!
The arm beneath your head!
It is some dream your head!
It is some dream that on the deck,
You’ve fallen cold and dead.

My Captain does not answer, his lips are pale and still,
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will,
The ship is anchor’d safe and sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship comes in with object won;
Exult O shore, and ring O bells!
But I with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.

O me! O life!

O me! O life! of the questions of these recurring.
Of the endless trains of the faithless, of cities fill’d with the foolish.
Of myself forever reproaching myself, (for who more foolish than I, and who more faithless?)
Of eyes that vainly crave the light, of the objects mean, of the struggle ever renew’d.
Of the poor results of all, of the plodding and sordid crowds I see around me,
Of the empty and useless years of the rest, with the rest me intertwined,
The question, O me! so sad, recurring — What good amid these, O me, O life?
Answer That you are here–that life exists and identity,
That the powerful play goes on, and you may contribute a verse.

 

 

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71º Tempo – Para os professores de Matemática

Posted by LMML em Outubro 26, 2006

Cruzei-me hoje com um blogue que me parece ser muito interessante, apesar de ser ainda muito recente e ainda com pouca constância na sua actualização. Destinado aos professores de Matemática [e porque não a outros]. Sendo assim aqui fica:

Matemática – 6º Ano

 

 

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70º Tempo -Sobre o livro…

Posted by LMML em Outubro 25, 2006

 

Post 70PREÂMBULO:

Todos os anos a história se repete: muitos dos nossos alunos beneficiam de SASE, o que os possibilita obter a maioria dos manuais escolares de forma gratuita [não irei aqui aprofundar este aspecto porque não é o que aqui me trás]. Como o auxílio prestado não pode cobrir a totalidade dos manuais, o Conselho Executivo [creio] elabora uma lista de quais os manuais a ceder aos alunos. Relativamente à disciplina de Inglês do 6º ano são dois os livros necessários… e o livro de exercícios acaba sempre por não ser incluído na lista de manuais a ceder aos alunos.

Como na maioria das turmas a percentagem de alunos que beneficiam de SASE chega aos 60/70% acaba por ser extremamente difícil trabalhar com eles utilizando o livro de exercícios. Como o preço do livro é 5.67 Euros, não se justifica [economicamente falando] fotocopiar o livro. Quando os alunos se dirigem a uma papelaria para comprar apenas aquele manual, acabam por ver negado o seu intento pois ao vendedor não compensa encomendar um livro de pouco mais de 5 Euros quando acaba por pagar de portes de envio quase metade desse valor.

Resultado: todos os anos lá faço eu uma ronda por todas as minhas turmas [e por vezes noutras] assentando pedidos para comprar o livro, levando encomendas de 30 livros a uma qualquer papelaria e entregando-os, mais tarde, aos míudos.

 

ONTEM:

V., normalmente das primeiras a sair da aula, foi ficando para última… até só restar eu e ela na sala de aula. Aproximou-se e, numa voz quase inaudível, disse-me: “ S´tor eu falei com a minha mãe por causa dos 5 Euros para o livro de exercícios e ela disse-me que não me dava porque não tinha. Mesmo quando disse que precisava muito dele… a minha mãe não me pode dar. Se o s’tor não se importar comprava o livro e eu e a minha mãe vamos juntando todas as semanas para lhe ir pagando! “

 

 

 

Que vidas as destes míudos!!!

[Não te preocupes V. terás o teu livro de exercícios.]

 

 

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69º Tempo – Tarefa E

Posted by LMML em Outubro 25, 2006

Ora bem, cá temos mais uma nova tarefa. Desta vez um jogo em que têm de aplicar o vosso conhecimento vocabular. O objectivo é simples: terão de seleccionar 3 livros de 5 cujos títulos estejam relacionados, por exemplo:

Post 69

Cloud – Orange – Car – Banana – Passion Fruit

 

Teriam aqui de escolher: Orange, Banana, Passion Fruit pois são os três nomes de fruta.

 

Tentem. Cliquem na imagem e bom trabalho!

 

 

 

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68º Tempo – Já esteve mais longe

Posted by LMML em Outubro 24, 2006

… vossa excelência, sugeriu que eu me dirigisse a este tribunal usando as minhas próprias palavras e assim o farei…Vossa Excelência, sugeriu que eu me dirigisse a este tribunal usando as minhas próprias palavras e assim o farei. Encontro-me aqui enjaulado como um animal raro, último sobrevivente de uma espécie que julgavam extinta. deviam permitir que as pessoas viessem admirar-me (…) com os olhos verdes faiscando perigosamente através das barras de ferro; proporcionando-lhes algo com que pudessem sonhar (…). Após a minha captura esgatanharam-se para me ver. Creio que até teriam pago bom dinheiro por tamanho privilégio. Insultaram-me e ameaçaram-me com o punho, arreganhando os dentes. Pior foi o medo quando a jaula que me tornava captivo abriu-se de par em par. Nunca vi tantas pernas em tão frenética fuga.

 

 

in O Livro da Confissão, John Banville

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