Livre_do_ponto

________________________________ \” apenas aqueles que sabem são verdadeiramente livres \”

31º Tempo – Bons ventos de fora

Posted by LMML em Outubro 1, 2006

Já o referi aqui, mais do que uma vez, que ao hábito de ‘copiarmos o que vem de fora’ temos de juntar alguma capacidade de análise crítica de modo a perceber que se há coisas por nós copiadas que estão longe de serem consideradas bem sucedidas por terem sido implementadas às cegas só porque houve quem pensasse “Se vem de fora, tem de ser bom!”, outras, ainda por concretizar, só terão a beneficiar com um processo reflectivo que permita adaptá-las à nossa realidade.

Isto para evitar um caso como aquele da escola primária na margem sul que obedeceu ao projecto sueco de escolas de 1º ciclo, e que só passado um bom par de anos as pessoas que lá trabalhavam descobriram o uso que deveria ser dado a uns misteriosos apoios em cimento alojados nas quatro paredes da sala de arrecadação tornando a sua utilidade bastante mais limitada… serviam, esses apoios, para pendurar os skis. Havendo fartote de neve na Suécia, seria lógico alguém ter pensado que, nós por cá, neve só no Inverno e fazendo a visita sacramental à Serra da Estrela – e mesmo assim… – .

 

Post 31Este palavreado todo para dar brado de uma notícia publicada na edição de ontem (30Set.) no The Independent – periódico diário inglês – que dá visibilidade a um dos vários relatórios do Ofsted (Office for Standards in Education) – que será abordado num post posterior – sublinhando o sucesso da inicitativa suportada pelo Department for Culture, Media and Sport (Departamento de Cultura, Media e Desporto) do governo britânico.

Esta iniciativa que sucintamente se resume como o de levar às escolas artistas, escritores e criativos de diversas áreas como forma de ajudar os alunos na melhoria das suas capacidades nos 3 R’s (reading, ‘riting, ‘rithmetic) – leitura, escrita, matemática –. Das 37 escolas já beneficiadas por este programa a melhoria dos resultados dos alunos nestas três capacidades foi notória. O passo seguinte é alargar a iniciativa a mais 2.500. Os alunos que já beneficiaram do programa referem que este tipo de contactos levaram-nos a escrever sobre o que viveram tendo, paralelamente, aumentado a ambição dos seus horizontes e melhorado a sua atitude perante a aprendizagem.

 

 

 

Por cá vamos avançando com tímidos (e só por vezes consequentes) plano nacional de leitura, plano de acção da matemática e outras iniciativas menos vistosas na tentativa de alcançar um objectivo que partilhamos, pelos vistos, com a sociedade inglesa: como tornar os nossos alunos cidadãos mais aptos, mais capazes, mais ‘instrumentados’e, acima de tudo, mais ambiciosos num futuro que se lhes deseja sólido, bem sucedido e… feliz.

 

Se vamos ou não no caminho correcto ou até mesmo se vamos por algum caminho é algo que me reservo, neste momento, a comentar… talvez mais tarde, quando toda esta poeira assentar.

 

 

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