Livre_do_ponto

________________________________ \” apenas aqueles que sabem são verdadeiramente livres \”

E as vozes levantam-se…

Posted by LMML em Dezembro 6, 2007

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Quebro aqui uma das regras do ‘livro de estilo’ do LdP para reproduzir o que me pareceu ser um artigo particularmente interessante publicado na edição do jornal Público de 2/Dezembro. Interessante não só por ter vindo de quem veio mas, acima disso, por tocar de forma bastante concisa e incisiva nalgumas das áreas mais sensíveis da actual governação.

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Ao longo do tempo, ora por acaso ora por procura diligente, fui-me cruzando com alguns produtos escritos da Ana Benavente (a maioria deles resultados do seu trabalho científico)… e ainda recordo algumas das suas iniciativas enquanto Secretária de Estado. Não sendo particular apreciador da sua anterior acção governativa [no entanto… agora… que saudades tenho!], aprecio a sua diligência investigadora e a procura, ao longo da última década, em reflectir e problematizar sobre aspectos directa ou indirectamente relacionados com a Educação [uma simples busca no Google dar-vos-á a possibilidade de consultar alguns dos seus artigos].

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A pertinência deste artigo advém essencialmente da forma como um grande número de questões são colocadas, dando enfoque a muitas das preocupações sobre a acção governativa [em contraponto com aquelas que foram as suas promessas, digo eu] e por estas questões, e as críticas que as acompanham, partirem de alguém que foi durante um considerável período de tempo uma voz activa dentro do Partido Socialista (outrora mais próxima dos chamados soaristas e claramente da ala mais esquerdita), com responsabilidades governativas desempenhadas no passado… mas que, desde o seu apoio claro a Manuel Alegre nas últimas presidenciais (e o apelo que faz, no final do artigo aqui referido, ao surgimento de mais movimentos cívicos não será coincidência), foi sendo lentamente empurrada para o ostracismo pelo partido ‘da rosa outrora vermelha’.

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Não sendo a passagem mais interessante, deixo aqui um dos pontos apresentados por Ana Benavente, na qual a autora elabora de forma mais explícita sobre aquela que é a sua área de especialização, a Educação:

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“Para resolver o défice das contas públicas teria sido necessário adoptar as políticas económicas e sociais e a atitude governativa fechada e arrogante que temos vivido? Teria sido necessário pôr os professores de joelhos num pelourinho? Impor um estatuto baseado apenas nos últimos sete anos de carreira? Foi o que aconteceu com os “titulares” e “não titulares”, uma nova casta que ainda não tinha sido inventada até hoje. E premiar “o melhor” professor ou professora? Não é verdade que “ninguém é professor sozinho” e que são necessárias equipas de docentes coesas e competentes, com metas claras, com estratégias bem definidas para alcançar o sucesso (a saber, a aprendizagem efectiva dos alunos)?” (Ana Benavente, Público de 2 de Dezembro)

 

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Aconselho a leitura integral [clicar na imagem para aceder ao artigo em pdf]

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