Livre_do_ponto

________________________________ \” apenas aqueles que sabem são verdadeiramente livres \”

Archive for the ‘desabafos’ Category

O ‘INE’ do LivredoPonto – Parte I.Números

Posted by LMML em Fevereiro 2, 2009

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Apesar de ocasionalmente referir-me ao número de visitas que o LdP tem tido ao longo destes meses ou aos termos de pesquisa utilizados para o ‘encontrar’ num qualquer motor de busca, nunca fiz uma análise mais cuidada sobre os ‘números’ que de alguma forma reflectem o trabalho que tenho tido na manutenção e dinamização do LdP. Reconheço que é com algum narcisismo que o faço… afinal de contas… dedicando eu tanto tempo à dinamização do LdP sem que nenhum ganho material dele retire… resta-me confortar e buscar ‘forças’ aos números e aos comentários/emails que vou recebendo pelo trabalho aqui disponibilizado.

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Quando iniciei este projecto, nos primeiros meses de forma muito incipiente, tinha apenas como propósito aproveitar o acesso à internet que muitos dos meus alunos tinham através de um clube de informática dinamizado por mim e outra colega na Escola EB 2, 3 Vale da Amoreira (o clube ‘My Computer’ pretendia aliar a aquisição de conhecimentos no domínio da informática com a aprendizagem do Inglês) para lhes propor pequenos desafios/tarefas a serem resolvidos on-line [poderão encontrar alguns desses exemplos aqui, aqui e aqui]. Com o passar do tempo ‘a coisa’ foi crescendo e fui acrescentando algumas funcionalidades e outros propósitos ao LdP.

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Neste post, e em mais 2/3 a publicar ao longo das próximas duas semanas, irei dar largas ao INE que há dentro de mim e fazer uma pequena retrospectiva estatística em jeito de relatório de actividades avaliando o desempenho do blogue (os professores perceberão o sarcasmo).

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Aqui fica a representação gráfica dos números do LdP desde o seu ínicio até hoje contendo o número total de visitas (e não de visitantes únicos) por mês e por ano. Estes números são providenciados pela plataforma WordPress, onde o LdP se encontra alojado, utilizando o mesmo ‘motor’ do Google Analytics. Como compreenderão é-me impossível alterar/adornar os números apresentados.

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Como poderão verificar, depois de um semestre inicial muito incipiente o número de visitas foi aumentando, com especial ênfase a partir de Agosto de 2007… mas foi durante o ano de 2008 (em que passei a dedicar mais tempo ao LdP) que o número de visitas foi crescendo significativamente. À excepção dos meses de interrupção lectiva (Julho/Agosto), todos os outros apresentaram sempre mais de 10 mil visitas mensais… com o mês de Outubro a deter o recorde actual de 40.998 visitas num só mês. Sublinhe-se que durante os últimos dois meses de 2008 a plataforma wordpress apresentou problemas no acesso aos visitantes do LdP (erros no script e na visualização das páginas, entretanto corrigidos) que explicarão o forte decréscimo quando comparado com o mês anterior.

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Já neste ano de 2009, o mês de Janeiro atingiu o segundo valor mais alto [34.624] com uma média de 2.200 visitas diárias na última semana. Caso a tendência se mantenha, rapidamente serão ultrapassadas as 300.000 visitas ao LivredoPonto (muito provavelmente durante este mês de Fevereiro).

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Para Breve:

O ‘INE’ do LivredoPonto – Parte II.Termos de Pesquisa

O ‘INE’ do LivredoPonto – Parte III.As críticas/elogios (comentários e e-mails ao longo deste dois anos)

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LdP – Em silêncio… indefinidamente….

Posted by LMML em Novembro 29, 2008

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Para onde caminhamos? AdD

Posted by LMML em Outubro 27, 2008

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Já muito foi falado sobre as parecenças da ‘nossa’ Avaliação de Desempenho [AdD] com a dos professores chilenos.

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Será que as parecenças ficarão pela estrutura e processos… ou chegarão também às consequências e às práticas?

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Video ‘retirado’ do blogue Partilha do Saber

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Quo vadis Escola Pública? – Parte I

Posted by LMML em Outubro 20, 2008

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Foram muito pontuais as ocasiões em que manifestei aqui no LdP a minha posição relativamente ao que tem acontecido à Escola Pública nos últimos 2/3 anos. Durante as próximos duas semanas irei postar alguns considerandos necessariamente curtos que fundamentarão a minha presença em Lisboa, no dia 15 de Novembro, juntando-me assim ao que desejo ser uma manifestação genuína e despida de ínvios e pouco transparentes interesses, por um outro caminho na procura de uma Escola Pública exigente, dinâmica e democrática nos seus objectivos e práticas.

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Parte I – Dos promotores e dos actores da mudança

Provavelmente nenhum outro Sector/Instituição nacional sofreu tantas e tão variadas reformas com tão reduzido impacto positivo como sofreu o ‘Ensino’. Reformas de Currículos, de Carreiras, de Estruturas de Gestão e Administração, de Estruturas de Apoio Educativo, de Infra-estruturas, de… de…

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Têm existido permanentemente críticos do ‘estado actual’ dispostos a alimentar e/ou encetar reformas radicais através de iniciativas sempre ambiciosas (como convém), acreditando generosamente ou inviamente que o caminho para a mudança (agora tão em voga) era por ali. Têm sido cíclicos e crónicos os apelos para uma espécie de refundação da Escola Pública, alimentados mais por reactividade do que por proactividade,  e quase sempre com resultados efémeros e/ou muito pouco visíveis. Ideias inovadoras e normativos pejados de promessas de um novo mundo têm frequentemente ficado muito àquem das iniciais expectativas dos seus promotores. Quando apresentam as suas intenções, esses mesmos promotores fazem-no sempre denotando uma preocupação visível em conquistar os apoios e elogios dos legisladores, dos empresários, dos políticos, dos fazedores de opinião e da vox populi. Raramente colocaram em prática aquilo que é demasiado óbvio para deixar passar em claro: que uma verdadeira mudança não poderá ocorrer sem que os seus principais actores (no caso: alunos, pais e professores) se sintam efectivamente envolvidos e (co-)responsabilizados na sua concepção e aplicação, mesmo considerando que no caso do Ensino se assista à peculiaridade de termos frequentemente os professores como alvos e agentes da mudança, colocando-os numa posição híbrida de elevada complexidade e de difícil adaptação.

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Negligenciando ou, mais simpaticamente não levando em devida consideração este facto, qualquer projecto ou dinâmica de mudança acabará, fatalmente, por ter infeliz destino traçado. Seja qual for o contexto, seja qual for o tipo de organização, seja qual for a realidade, seja qual for o status político de ocasião, ao promoverem-se mudanças na concepção, funcionamento e finalidade de um sistema organizativo (ainda para mais sistémico como é o Ensino), mesmo considerando essas mudanças como extremamente necessárias, descurando o papel relevante daqueles que serão os seus agentes e fazendo uso de imperativos normativos centralizadores, castrantes e impraticáveis origina um caos de processos e práticas com consequências devastadoras. E todas as convulsões a que temos vindo a assistir nestes últimos anos (com particular ênfase nos últimos três) são prova disso mesmo.

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Breve história do LdP e nova plataforma

Posted by LMML em Outubro 15, 2008

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Em meados de Julho de 2006 comecei a investir algum do meu tempo na criação de uma plataforma IT que me auxiliasse no ensino do Inglês como segunda língua: onde pudesse trabalhar com os meus alunos e simultaneamente disponibilizar recursos para outros professores e pais interessados em apoiar a aprendizagem dos seus educandos. Incipientemente começou pela criação de um site alojado num servidor português ao qual atribui a designação de Livre.do.Ponto. O nome, surgido depois de alguns segundos de reflexão e com a intenção de jogar com o comum Livro de Ponto, pretendia desde logo mostrar um dos principais objectivos do LdP: um complemento às aulas que se afastasse dos normativos impostos por excessiva carga burocrática e limitações de recursos (e.g. Livro de Ponto) que me impediam (e ainda impedem, agora mais do que há dois anos atrás) de abordar o processo de ensino de forma mais estimulante e motivadora. Construí o site a partir do zero e com conhecimentos quase nulos de linguagem de programação ou qualquer outro tipo de conhecimento na criação de páginas web. Fui aprendendo e fazendo por tentativa e erro… e produto final foi este.

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O projecto inicial da primeira plataforma do LdP foi crescendo e, deixando o site quase de parte, investi ainda mais tempo e recursos na criação do blogue Livre.do.Ponto [LdP]… e aí as coisas começaram a alterar-se significativamente. Inicialmente a maioria dos posts e dos recursos aqui disponibilizados tinham como intenção oferecer um complemento às minhas aulas e ao meu trabalho com os alunos mas com o passar do tempo fui reparando que algumas das fichas/testes/materiais de apoio que disponibilizava começaram a ter generosa procura por parte de outro tipo de gente… tendo eu recebido, nessa altura, alguns mails de outros professores solicitando que lhes enviasse algum do material publicado no blogue do LdP. Confesso que hesitei em responder de forma positiva a esses pedidos por sentir que a maioria dessas pessoas poderiam estar apenas a poupar trabalho seu e a pretender obter recursos já feitos e testados. Até porque ao atender a esses pedidos acabaria por dedicar mais tempos a disponibilizar conteúdos do que a oferecer uma alternativa extra-curricular para os meus alunos (o que se veio a comprovar). Fui aceitando os pedidos e disponibilizando cada vez mais material através do blogue do LdP… tendo para isso criado uma outra plataforma onde colocava ao dispor de todos muito do material produzido por mim… daí a box.net do LdP.

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Meses mais tarde lancei um pedido aqui no blogue para colaboração por parte de outros professores solicitando que me enviassem alguns documentos seus de apoio às aulas de modo a aumentar o espólio do LdP. Alguns professores aceitaram o meu pedido (infelizmente bastantes menos do que aqueles têm usufruido do material aqui disponibilizado)e gentilmente enviaram-me documentos que tenho vindo a burilar e a disponibilizar na box.net do LdP (fazendo a óbvia e devida menção quanto à autoria). Entretanto após cerca de um ano de existência a box.net do LdP já foi visitada por mais de 200.000 pessoas e foram feitos mais de 140.000 downloads dos diversos materiais lá colocados.

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Quanto ao blogue do LdP, que nos primeiros 7 meses de vida (Junho/2006 a Dezembro/2006) teve apenas 9.000 visitantes, foi crescendo quer em número de posts quer, sobretudo, em número de visitantes. No final de 2007 já apresentava um total de 43.500 visitas. Mas foi no ano de 2008 que o LdP obteve o seu maior crescimento… tendo ultrapassado as 100.000 visitas e tendo neste momento perto de 200.000 e com uma média diária de 1.800. Com o crescimento do número de visitantes vieram também as dezenas de mails recebido por semana ora solicitando material ora apresentando sugestões/críticas ora tecendo (imerecidos, seguramente) elogios…. o que significou em acréscimo acentuado de trabalho para mim… em simultâneo com a minha actividade docente, aulas de mestrado e, posteriormente, tese de doutoramento (entretanto em pausa por razões óbvias).

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Com todas as alterações que se têm verificado na actividade docente (ECD, avaliação de desempenho, estruturação horária, etc.) bem como outros projectos em que me fui envolvendo, fui tendo cada vez menos tempo para manter o LdP devidamente dinâmico e minimamente interessante e diversificado. As minhas intenções continuam as mesmas… o tempo e a disponibilidade para as concretizar continua a ter de ser roubado aos momentos de descanso e que passo com a minha família…. à qual decidi dedicar nos últimos 3 meses mais tempo, afinal antes de ser professor… sou filho, irmão, esposo e….. Pai.

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NOVA PLATAFORMA

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Com a crescente procura no LdP de materias diversos (bastava-me consultar o registo proporcionado pela plataforma wordpress que suporta este blogue para verificar que os termos de procura no Google que acabavam por direccionar as pessoas para esta casa giravam todos am volta do mesmo: testes de inglês 2º ciclo, ficha de trabalho, materiais halloween, ficha present continuous, etc etc etc) comecei a sentir a necessidade de criar outra plataforma que melhor servisse os interesses de quem consultava o LdP essencialmente na procura de recursos e que me facilitasse a tarefa em disponibilizá-los. Lancei-me então na criação de uma nova plataforma LdP…. a Wiki do Livre.do.Ponto…. e parece que voltei à estaca zero… pouco counhecimento técnico tinha (e tenho) sobre a criação e dinamização de uma wiki e estou neste momento em fase de aprendizagem/construção. Já existe um esboço… o qual pretendo ir ampliando durante as próximas semanas. O blogue ir-se-á manter e a wiki servirá essencialmente como banco de dados e recursos. A ver vamos.

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E estou cansado!

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Fim de Festa

Posted by LMML em Junho 20, 2008

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Eis que o dia de hoje marca oficialmente o encerramento do ano lectivo, no que diz respeito a aulas, actividades escolares e afins… porque de reuniões, avaliação, ‘fecho de contas’ e preparação para o próximo ano lectivo ainda a ‘procissão vai no adro’.

Foi o meu primeiro ano na Álvaro Velho. Nela fui encontrar, naturalmente, uma realidade em muito diferente da que estive habituado durante três e cinco anos. Fui-me adaptando ao diferente contexto, reorientando os meus objectivos e as minhas práticas na procura da melhor resposta. Agora que o ano finda… sinto que não correu nada mal.

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À imagem do que aconteceu em anos anteriores decidi preparar um singelo cerimonial de despedida com a minha direcção de turma. No final da última aula, em envelope fechado, para além de ter entregue uma caricatura personalizada a cada um deles resultado das minhas aventuras com o Photoshop (abaixo um exemplar devidamente tratado para preservar o anonimato), decidi escrever-lhes uma carta aberta. Escrevi o texto na noite anterior… e tentei fazer dele a súmula do que lhes fui dizendo ao longo do ano de forma mais ou menos intempestiva, mais ou menos calma.

A todos os meus alunos um sincero obrigado e um desejo sincero de que, aqui e ali, as nossas vidas se voltem a cruzar!

Carta aberta aos alunos do 6º E

Conversámos muito durante este ano… bem, para ser mais correcto… foi mais o que eu falei e que os meus caros ouviram (?). Portanto deverão estar a perguntar o que tenho eu ainda para dizer depois de horas e horas de diálogos entre nós. O que tenho eu a acrescentar? O que tenho eu de novo para vos dizer?

Não poderia deixar passar esta última oportunidade, agora que finda o meu papel de vosso professor e de director de turma, para vos endereçar uma mensagem final em jeito de despedida. Aqui vai ela

Durante estes meses tentei que compreendessem e aceitassem a necessidade de estabelecerem para vós objectivos e metas que tivessem um impacto positivo nas vossas vidas, não só em relação ao vosso percurso escolar mas também ao vosso percurso de vida [bem mais importante]. E fi-lo porque, agora com 33 anos, sinto que se alguém [com a honrosa excepção dos meus pais]  o tivesse feito quando tinha a vossa idade poderia ter evitado muitos erros e provavelmente ser melhor pessoa do que sou hoje. Se me tivesse sido dada a oportunidade de perceber desde catraio que deveremos pôr tudo de nós em tudo o que fazemos, de que a procura da excelência, do bem fazer, do saber deverá estar permanentemente envolvida nas nossas escolhas e nos nossos processos de decisão e de acção teria feito toda a diferença. Pois tudo o que fazemos tem um impacto na nossa existência e na existência dos outros. Ter consciência disso é passo importante para colocarmos em prática no nosso dia-a-dia o que de melhor temos para dar aos outros e a nós. Sermos sinceros, honestos, justos, ouvir quem nos tenta ajudar (principalmente os pais), respeitar o outro e tentar fazer o nosso melhor em tudo o que estejamos envolvidos são pedras fundamentais na construção de uma vida que se quer feliz, bem sucedida e digna.

Todos os conselhos que vos tentei dar, todos os valores que vos tentei transmitir, todos os ralhetes que vos dei (por vezes em voz mais destemperada), todas as conversas individuais que tive com cada um de vós, todos os risos que partilhámos, todas as boas notícias que nos alegraram e más notícias que nos entristeceram, aconteceram por uma única razão… fio condutor de toda a relação que tentei estabelecer convosco: a de que ao olharmos para trás, daqui a uns anos, pensemos que terá tudo valido a pena porque seremos então pessoas melhores.

Em tudo aquilo que façam nas vossas vida espero que eu vos tenha ajudado a perceber que não devemos olhar para o passado e pensarmos no que deveríamos, poderíamos ou desejaríamos ter feito. A minha esperança é que tenha dado algum contributo para que ao olharem para trás possam elaborar uma longa lista de feitos, de coisas cumpridas, de sucessos e realizações porque souberam almejar alto, procurando a excelência, ultrapassando as vossas expectativas e dificuldades e realizando todo o vosso potencial… conseguir chegar a uma fase avançada na vida e saber que fizemos algo, que pusemos tudo de nós mesmo nas pequenas coisas que fizemos, que arriscámos em querer ser melhores, mais completos, mais realizados, em que ousámos marcar a positiva diferença… é sensação única de realização pessoal e de elevado compromisso assumido e cumprido.

Estarei sempre ao vosso lado, pronto a ouvir os vossos problemas, os vossos sucessos, as vossas alegrias e tristezas. E desde já saberão que mesmo que nunca nos voltemos a cruzar… e sempre que me chegue aos ouvidas boas novas do vosso sucesso… recebê-las-ei com enorme satisfação e regozijo. Porque a vossa felicidade é também parte essencial da minha.

Para o que precisarem cá estarei!

Considerando-me sempre um vosso professor e eterno amigo

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Posted in alunos, ano 2007.2008, área projecto(s de vida), desabafos, memórias | 7 Comments »

Ordem como resposta à Desordem?

Posted by LMML em Abril 27, 2008

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Ao longo dos anos têm sido tímidos os avanços e iniciativas para debate e reflexão relativamente à possibilidade de criação/existência de uma Ordem de Professores e, paralelamente ou não, de um código deontológico. Não pretendo aqui discorrer sobre questões de alguma tecnicidade (exclusividade das profissões liberais, auto-regulação, independência moral e ética, etc.). Este post surge em consequência de mais uma manifestação de intenção sobre o tema levada a cabo pela Associação Nacional de Professores e aproveitando um post que o Paulo Guinote publicou no Umbigo.

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Em resposta ao seu texto referi, comentando as palavras do Paulo, que se por um lado sobre a possibilidade de criação de uma Ordem afirmava, e concordo plenamente, que “seria um projecto interessante”, logo de seguida parecia pré-determinar que, a ser criada, esta dependeria de uma aceitação do Estado em conferir ao professorado um espaço próprio de acção moral, ética e cientificamente auto-reguladora: “(…) se o Estado aceitasse que os professores, maioritariamente seus funcionários, pudessem auto-regular o exercício da própria profissão (…)”. Mas, tal como o Paulo afirma, a não dependência quase umbilical do Estado na regulação e decisão da carreira docente é, exactamente, uma das grandes ‘virtudes’ de uma, por ora apenas conjecturada, Ordem de Professores: “(… )A vantagem evidente de uma estrutura deste tipo seria uma maior independência da classe docente em relação ao poder político (…)”.

Eu penso que percebo esta sua precaução/observação. De facto “neste momento, isso não parece ser algo que agrade a esse mesmo poder”. No entanto tal facto só vem reforçar ainda mais a importância e necessidade de existência de uma Ordem de Professores, que poderia conferir, nestes momentos de impasse e atropelo a uma profissionalidade já de si fragilizada, uma certa dose de esperança e, acima de tudo, de respeitabilidade social, cultural e intelectual.

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Teoricamente sem aditivos e conservantes.

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Obviamente que muitos se manifestam profundamente contra, outros enfatizadamente a favor. O que me leva a outro ponto:

De que,  sinceramente a ‘confusão’ arrasta-me.

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(colocando em termos simplificados)

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Para uns dever-se-á dizer não aos sindicatos. Pelas mais variadas razões que vão desde estes não representarem integramente os professores, até ao facto de neles se alojarem um conjunto de profissionais que vê nessa forma um modo de evitar a escola, as aulas e o ensino.

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Para outros dever-se-á dizer não aos movimentos mais ou menos espontâneos/independentes de professores. Pelas mais variadas razões que vão desde estes não agirem de forma devidamente organizada e construtiva, sendo mais lugar para expressões vãs de descontentamento pessoal, até ao facto de esses movimentos fragilizarem a posição negocial dos sindicatos ao retirarem dos seus ombros os galões da mobilização dos docentes.

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Para outros dever-se-á dizer não à Ordem dos Professores. Pelas mais variadas razões que vão desde esta poder tornar-se apenas mais uma organização de clientelas politicas e intelectuais, destinada logo à partida ao insucesso por emanar de um grupo profissional com um longo historial de balcanização (está na moda) cientifica/académica/sindical/política, até ao facto de esta não ser alternativa credível para uma necessária revisão da profissionalidade docente.

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Para outros dever-se-á dizer não a tudo. Para outros dever-se-á dizer sim… ou talvez…. Ou não sei… ou não quero saber…

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Ou

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Ou…

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E neste arrastão de ideias, vontades e desejos é importante guardarmos o discernimento suficiente para perceber que devemos ouvir os outros, não dar nada como certo (ou errado) e acima de tudo tentar que a nossa opinião, seja ela qual for, esteja devidamente fundamentada e sustentada nas mais diversas fontes que não apenas aquilo que vamos lendo nos jornais, lendo num blogue ou ouvindo em conversas de evasão profissional.

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Posted in 8. Reivindicações, desabafos, educação, politiquices, professores, reflexão | Leave a Comment »

Dia Mundial do Livro

Posted by LMML em Abril 23, 2008

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Hoje, 23 de Abril, celebra-se o Dia Mundial do Livro (e do Direito de Autor)… e o simbolismo por detrás do dia 23/04 porque foi nesta data que no mesmo ano [1616) faleceram Shakespeare e Cervantes, sendo também o dia de nascimento ou morte de grandes escritores como Vladimir Nabokov, Maurice Druon ou Mejía Vallejo.

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Confesso o meu vício… mais do que adorar ler, sou um bibliófilo financeiramente limitado… para além do ocasional livro requisitado na biblioteca quando era mais novo, sempre me recusei a ler outros livros que não meus. A relação de afectividade que crio com o livro leva-me à sensação de infidelidade quando, por algum motivo, deixo que outros os leiam. Quando as minhas possibilidades financeiras foram aumentando, aumentaram também as minhas despesas com a compra de tão singular objecto. Bem que a minha esposa me tenta demover por vezes, alertando-me para o equilíbrio do orçamento familiar… por vezes acato a sua sensata recomendação, mas na maioria das vezes sou fraco demais para resistir à tentação.

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E tudo começou com uma colecção de livros que a minha mãe, ainda eu era catraio, comprou como associada do Círculo dos Leitores. As Histórias do Avozinho de Raul Correia… que li de fio a pavio vezes sem conta, nos primeiros tempos apenas admirando as suas fantásticas ilustrações, mais tarde deliciando-me com os textos. Ainda hoje permanecem quase imaculadas na estante da sala dos meus pais… depois de casar, quando mudei de casa e trouxe comigo as minhas malas de cartão qual Linda de Suza, optei por deixá-los lá… achei que era esse o seu lugar natural… a sua casa. E, ainda hoje, lá permanecem eles… empilhados religiosamente em lugar de destaque na estante da sala… como que lembrando onde a minha história começou.

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E o meu filho parece seguir a mesma paixão… desde cedo que nós temos por hábito quase semanal oferecer-lhe 1/2 livros. Ou porque se portou bem, ou porque ajudou os pais na lide doméstica ou apenas porque sim… e raro é o dia em que pelas mãos do meu filho não passe um ou mais livros… sendo certinho a história do final do dia, ao deitar. E não deixo de me sentir extremamente feliz quando vejo o M. introspectivo a olhar para as suas prateleiras de livros escolhendo com especial cuidado qual o livro que levará para o colégio ou que entregará à Mãe para estar ler-lho ao deitar…

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Hoje foi este…

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Diário de Bordo – De afinal valer a pena

Posted by LMML em Abril 22, 2008

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22.Abril.2008 – Terça-Feira – 23.51 h.

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Preâmbulo: Um dia antes da abertura do concurso de afectação realizado em Agosto do ano passado, após cinco extenuantes mas enriquecedores anos passados aqui,  fui informado primeiro por sms depois, mais tarde, por telemóvel que teria de ser opositor ao mesmo, dado não ter componente lectiva prevista para o corrente ano. Em resultado desse concurso e umas semanas depois mudei os meus tarecos para aqui. Apesar de nunca ter sido lá aluno esta Escola fazia parte do meu ideário infanto-juvenil… por terem lá andado grandes amigos meus… por passar por ela quase todos os dias… por conhecer de nome e fama alguns professores… por tudo isto e muito mais, mesmo antes de ter lá entrado nesses primeiros dias de Setembro… já sentia a Escola quase como minha. Fui extremamente bem recebido e, agora, não me sinto corpo estranho e a cada dia que passa as raízes vão buscando solo mais profundo.

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Desde o início do ano lectivo, e depois de ter percebido quais as prioridades a sublinhar no trabalho com a minha direcção de turma, tenho procurado levar a cabo um conjunto de actividades/tarefas/iniciativas com o 6E tendo como principal objectivo que eles funcionassem cada vez mais como grupo em trabalho colaborativo, participativo, no respeito pela diferença e na procura da melhoria individual. Essas actividades/tarefas/iniciativas têm-se pautado pelas mais diversas abordagens… não irei gastar aqui linhas a enumerá-las… no entanto a minha preocupação, para além do óbvio sucesso escolar, tem sido tentar que eles percebam a importância da auto e hetero crítica construtiva, a importância de analisar o ambiente que nos rodeia, de perceber as implicações de contexto, de estabelecer constantemente aspectos individuais a melhorar ou reforçar e da fulcral necessidade de fazer-se a apologia do trabalho árduo e esforço dedicado na superação das dificuldades/objectivos…

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Até agora fui pensando que muitas das horas passadas nestas andanças pouco resultado visível tinham. Até hoje!

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Estava quase na hora da abaladiça depois de mais um dia de aulas… fazendo tempo para que as 18.30 chegassem para poder ir buscar o meu garoto ao infantário e levá-lo para o karate [com ele adora aquilo… aliás foi por causa do karate que o meu filho fixou os primeiros dias da semana… terças e quintas… e não falha]. Estava já de mala aviada quando ouvi, em passagem pela sala de DT’s, três colegas falando sobre a minha DT – naqueles pequenos balanços diários comuns – . Chamaram-me… após alguns minutos de conversa uma das professoras da minha DT disse então esta, para mim, preciosa pérola:

– Sabes, não sei o que tens andando a fazer com eles… mas nos últimos tempos tenho sentido que eles andam diferentes… mais…. mais – procurava a palavra mais apropriada e num rasgo de assertividade disse –  estão mais reflexivos!

e continuou durante mais alguns minutos… dando exemplos concretos e sublinhando o crescimento cognitivo dos gaiatos… explicando o porquê de ter escolhido aquela palavra…

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sinceramente… pouco mais ouvi depois de ‘reflexivos’… na minha cabeça só ecoava a ideia de que afinal

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tem valido a pena…

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Brevemente no LdP…

Posted by LMML em Abril 21, 2008

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Estão já preparados uma série de posts que serão publicados ao ritmo de um por dia nos quais serão disponibilizados testes formativos pertencentes ao conjunto mencionado no post anterior.

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Intercalando esses posts irei, caso tenha tempo, iniciar uma série de pequenos textos informativos onde referirei sítios de interesse para o ensino de Inglês como segunda língua ou língua estrangeira.

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Entretanto, após algumas recomendações recebidas por e-mail, estou em processo de decisão quanto à inclusão aqui no LdP de uma outra página onde seriam também disponibilizados  recursos documentais (testes, fichas de trabalho, fichas de apoio) de outras áreas curriculares. Compreendo que tal poderia ajudar muitos dos visitantes ocasionais e regulares do LdP… mas não resisto à ideia de que tal tarefa sobrecarregaria ainda mais os meus limitado tempo e disponibilidade conquistada a outros afazeres e responsabilidades. Veremos!

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