Livre_do_ponto

________________________________ \” apenas aqueles que sabem são verdadeiramente livres \”

Archive for the ‘educação’ Category

As Escolas Matam a Criatividade?

Posted by LMML em Janeiro 26, 2009

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Há 5 / 6 meses atrás, na sequência de uma pesquisa académica, cruzei-me acidentalmente com o sítio de uma iniciativa de enorme interesse… as TED Annual Conferences [Technology, Entertainment, Design].

Trata-se de uma conferência anual que reúne pensadores/concretizadores de todas as partes do mundo, desafiados a darem a palestra das suas vidas em apenas 18 minutos. O objectivo primordial é ‘espalhar ideias’ que possam servir de inspiração a outros. Poderão encontrar mais informações sobre os seus propósitos aqui (em inglês).

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À disposição do visitante podemos encontrar um vasto arquivo das mais marcantes intervenções devidamente organizadas por temas ou por outros critérios.

Deixo-vos uma que me interessou bastante… palestra de Sir Ken Robinson questionando se hoje em dia ainda há espaço para a criatividade nas escolas. Vale a pena ver!

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Divulgação – Jornadas de Ensino-Aprendizagem das Línguas-Culturas

Posted by LMML em Janeiro 21, 2009

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Em mail enviado recentemente a Professora Celeste Simões (docente na Escola Secundária/3 Carregal do Sal e dinamizadora do Here We Go!) fez o favor de dar-me a conhecer um evento bastante interessante organizado pela própria e pela Professora Carla Marques. Não podendo, infelizmente, aceitar o convite feito aqui fica a divulgação do mesmo e em anexo os documentos necessários para a inscrição.

Descarregue aqui a ficha de inscrição.

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Num momento em que o diálogo disciplinar surge como exigência e como necessidade, numa altura em que a universalização das línguas é um factor de desenvolvimento, num contexto escolar plurilingue, à Escola abrem-se “Novos Desafios”,sobre os quais é importante reflectir com vista à definição de “Novos Percursos”.

Com as presentes jornadas pretende-se a promoção da reflexão em torno dos novos caminhos que, no actual contexto, se abrem no ensino-aprendizagem das línguas, com especial enfoque nas disciplinas de Português / Língua Portuguesa e Inglês. Ao longo de dois dias serão privilegiados tanto o diálogo inter e transdisciplinar entre língua materna e língua estrangeira como o tratamento de especificidades associadas à didáctica de cada uma das disciplinas. Pretende-se, deste modo, contribuir para uma investigação colaborante sobre o processo didáctico, nomeadamente a concepção, prática e avaliação de actividades de ensino e aprendizagem; promover a partilha de actividades e estratégias; identificar problemas na aprendizagem de línguas na sala de aula; definir linhas de orientação para o ensino de estratégias de aprendizagem; avaliar a teoria sobre estratégias de aprendizagem e os resultados que a prática do ensino estratégico tem proporcionado à luz dos contextos pessoais, entre outros aspectos.

 

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LdP – Em silêncio… indefinidamente….

Posted by LMML em Novembro 29, 2008

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Quo vadis Escola Pública? – Parte I

Posted by LMML em Outubro 20, 2008

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Foram muito pontuais as ocasiões em que manifestei aqui no LdP a minha posição relativamente ao que tem acontecido à Escola Pública nos últimos 2/3 anos. Durante as próximos duas semanas irei postar alguns considerandos necessariamente curtos que fundamentarão a minha presença em Lisboa, no dia 15 de Novembro, juntando-me assim ao que desejo ser uma manifestação genuína e despida de ínvios e pouco transparentes interesses, por um outro caminho na procura de uma Escola Pública exigente, dinâmica e democrática nos seus objectivos e práticas.

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Parte I – Dos promotores e dos actores da mudança

Provavelmente nenhum outro Sector/Instituição nacional sofreu tantas e tão variadas reformas com tão reduzido impacto positivo como sofreu o ‘Ensino’. Reformas de Currículos, de Carreiras, de Estruturas de Gestão e Administração, de Estruturas de Apoio Educativo, de Infra-estruturas, de… de…

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Têm existido permanentemente críticos do ‘estado actual’ dispostos a alimentar e/ou encetar reformas radicais através de iniciativas sempre ambiciosas (como convém), acreditando generosamente ou inviamente que o caminho para a mudança (agora tão em voga) era por ali. Têm sido cíclicos e crónicos os apelos para uma espécie de refundação da Escola Pública, alimentados mais por reactividade do que por proactividade,  e quase sempre com resultados efémeros e/ou muito pouco visíveis. Ideias inovadoras e normativos pejados de promessas de um novo mundo têm frequentemente ficado muito àquem das iniciais expectativas dos seus promotores. Quando apresentam as suas intenções, esses mesmos promotores fazem-no sempre denotando uma preocupação visível em conquistar os apoios e elogios dos legisladores, dos empresários, dos políticos, dos fazedores de opinião e da vox populi. Raramente colocaram em prática aquilo que é demasiado óbvio para deixar passar em claro: que uma verdadeira mudança não poderá ocorrer sem que os seus principais actores (no caso: alunos, pais e professores) se sintam efectivamente envolvidos e (co-)responsabilizados na sua concepção e aplicação, mesmo considerando que no caso do Ensino se assista à peculiaridade de termos frequentemente os professores como alvos e agentes da mudança, colocando-os numa posição híbrida de elevada complexidade e de difícil adaptação.

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Negligenciando ou, mais simpaticamente não levando em devida consideração este facto, qualquer projecto ou dinâmica de mudança acabará, fatalmente, por ter infeliz destino traçado. Seja qual for o contexto, seja qual for o tipo de organização, seja qual for a realidade, seja qual for o status político de ocasião, ao promoverem-se mudanças na concepção, funcionamento e finalidade de um sistema organizativo (ainda para mais sistémico como é o Ensino), mesmo considerando essas mudanças como extremamente necessárias, descurando o papel relevante daqueles que serão os seus agentes e fazendo uso de imperativos normativos centralizadores, castrantes e impraticáveis origina um caos de processos e práticas com consequências devastadoras. E todas as convulsões a que temos vindo a assistir nestes últimos anos (com particular ênfase nos últimos três) são prova disso mesmo.

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Nem a propósito…

Posted by LMML em Maio 8, 2008

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Acabei de receber hoje as informações sobre o próximo ciclo de conferências a realizar pelo Instituto de Educação e Psicologia da sempre dinâmica Universidade do Minho.

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Pelo tema [apesar do título um pouco gasto] e relacionando com o post anterior percebe-se o porquê de vir a propósito. A julgar pela qualidade de alguns dos conferencistas e os assuntos em debate anteve-se prelecções de relevado interesse. Pena ser tão longe e mais uma vez, como é hábito, durante dias úteis da semana [ECD oblige].

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Aqui ficam alguns dos temas e o folheto em formato pdf poderá ser descarregado aqui:

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A Sociedade da Informação: um novo paradigma para a Educação

Formação Docente. Limites e Desafi os da Pós-Modernidade

Políticas Educativas, Gerencialismo e Trabalho Docente

Bringing Knowledge Back In: From social constructivism to social realism in the
sociology of education

Política Educativa e Curricular: A mercantilização do ensino público no Brasil

Para uma Pedagogia da Supervisão

Supervisão e Formação de Professores

A Tecnologia Educativa e a Sociedade do Conhecimento. Mitos e Desafios

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Muito curioso é o facto de o ciclo de conferências terminar com a exibição do filme brasileiro Tropa de Elite (para quem não conhece ou ainda não viu consulte o link anterior e verificará o aparente despropósito da película neste contexto)… pensando bem dadas as ultimas ocorrências em escolas do nosso ensino público… porventura até haverá uma qualquer ligação subliminar!

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Para lá caminhamos…

Posted by LMML em Maio 8, 2008

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clicar na imagem para aceder ao artigo completo

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A propósito do artigo de hoje do inglês Guardian…

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Há já algum tempo – bem nos primórdios do LdP – que ando a reforçar a minha convicção de que se quisermos antever o que será do nosso sistema de ensino público daqui a uma dúzia de anos caso continuemos a enveredar por este caminho, bastará seguir com alguma atenção a similitude de fenómenos que têm vindo a ocorrer no sistema de ensino público inglês,

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Desta feita quebrou-se a tradicional cortesia cavalheiresca britânica entre representantes das escolas públicas e privadas ( e por consequência entre os seus representados).

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Há lugar a acusações de menoridade científica e pedagógica relativamente ao ensino público, há respostas dentro do mesmo tom afirmando que os estudantes que se encontram neste momento a preparar-se para a docência são tratados de forma diferenciada (pela negativa) caso seja óbvia a sua intenção de leccionar no privado. Há representantes de pais também envolvidos afirmando que são forçados a recorrer ao ensino privado de modo a permitir acesso a um ensino de qualidade  (com os consequentes arrombos no orçamento familiar) quando, dados os impostos que pagam, tal qualidade deveria ser garantida pelo ensino público (ora aqui está uma das consequências da varinha de condão apontado por mentes liberais cá do burgo – o cheque ensino)… etc, etc, etc.

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Valerá a pena ler o artigo com algum cuidado e se chegarem à mesma conclusão que eu… verificarão que observar e estudar o actual sistema de ensino inglês é ter em nosso poder uma excelente bola de cristal que, qual arauto da desgraça, nos traça imagens vívidas daquele que será o futuro próximo no nosso sistema educativo.

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Leituras – Das preocupações da Escola Pública

Posted by LMML em Abril 30, 2008

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"Our effort, in this book, is to explore a collection of pervasive and critical school issues by providing divergent views on each. The issues presented are dynamic; by presenting them in the form of

opposing essays, we intend to shoe how provocative and complex they are. That does not mean they are unsolvable problems; it does suggest that good solutions rely upon engaged and informed debate. We see the terrain of education as rugged and rocky, with few clear paths and many conflicting road signs."

destacado é meu

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Não só por força da minha ‘desventura’ académica mas também por genuíno interesse e compulsividade livresca, nestes últimos meses, e aproveitando a desvalorização do dólar face ao euro, tornei-me cliente assíduo do betterworld.com. No espaço de quatro/cinco meses já recebi três caixas bem recheadas com títulos que de outra forma dificilmente teria acesso por terras cá do burgo. Durante os próximos meses irei partilhar convosco alguns desses títulos, escolhendo aqueles que poderão ser de interesse mais genérico e que, dado o contexto educativo actual, possam ser considerados como pertinentes. O único senão que poderão apresentar para a maioria (?) é o facto de se apresentarem redigidos em inglês. Desconheço (até porque não me preocupei em confirmar) se alguns deles se encontram traduzidos para português… no entanto é minha percepção que a vasta maioria não conhece réplica lusitana (com ou sem acordo ortográfico).

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O primeiro é este Critical Issues in Educationdialogues and dialectics (Nelson, J.; Palonsky, S.; Carlson, K.). Sendo certo que a edição mais recente (6ª) data de 2006, e depois de verificar as diferenças entre esta que vos apresento (4ª – 2000) e a mais actual, decidi que não valeria a pena o acréscimo de investimento.

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Livro bastante interessante que analisa as disputas mais recentes sobre a Escola e sobre Educação, explorando os diversos pontos de vista de maior relevância e encorajando um pensamento crítico sobre a actualidade educativa, dividindo os temas em três grandes capítulos, qual deles de maior pertinência: 1. que interesses deverá a Escola servir; 2. o que deverá ser ensinado; e 3. como deverão as Escolas ser geridas e governadas.

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Não serei exaustivo na sua apresentação, no entanto gostaria de destacar alguns dos seus artigos/temas que por revelarem grande proximidade com o que vamos vivendo hoje em dia no sistema de ensino público português merecerão leitura atenta.

Nele são abordadas questões como a escolha de escola que se interliga com a tão propalada bandeira liberal do cheque-ensino; o financiamento da escola pública que se reflecte na distribuição equitativa ou igualitária do dinheiro estatal; a organização curricular que remete para a dicotomia entre currículos desenhados numa perspectiva macro e currículo desenhados numa lógica de espaço para diferenças de contexto social, económico e educativo; a liderança escolar colocada perante a encruzilhada da gestão docente eleita vs. gestão directiva nomeada; o sindicalismo docente apresentado num raciocínio de crítica construtiva entre as suas virtudes e defeitos; a violência escolar questionada quanto à sua origem e responsabilidade (escolar vs. social); e a privatização da rede pública escolar como possível solução dos problemas há muito diagnosticados ou como forma de mais uma especulação mercantilizada.

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Todos estes artigos de grande interesse (e outros não mencionados) merecerão leitura atenta (que confesso ainda só ter feito na diagonal) e nela seguramente poderemos encontrar enquadramento e auxílio na procura das respostas que determinarão o futuro da nossa Escola Pública.

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Ordem como resposta à Desordem?

Posted by LMML em Abril 27, 2008

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Ao longo dos anos têm sido tímidos os avanços e iniciativas para debate e reflexão relativamente à possibilidade de criação/existência de uma Ordem de Professores e, paralelamente ou não, de um código deontológico. Não pretendo aqui discorrer sobre questões de alguma tecnicidade (exclusividade das profissões liberais, auto-regulação, independência moral e ética, etc.). Este post surge em consequência de mais uma manifestação de intenção sobre o tema levada a cabo pela Associação Nacional de Professores e aproveitando um post que o Paulo Guinote publicou no Umbigo.

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Em resposta ao seu texto referi, comentando as palavras do Paulo, que se por um lado sobre a possibilidade de criação de uma Ordem afirmava, e concordo plenamente, que “seria um projecto interessante”, logo de seguida parecia pré-determinar que, a ser criada, esta dependeria de uma aceitação do Estado em conferir ao professorado um espaço próprio de acção moral, ética e cientificamente auto-reguladora: “(…) se o Estado aceitasse que os professores, maioritariamente seus funcionários, pudessem auto-regular o exercício da própria profissão (…)”. Mas, tal como o Paulo afirma, a não dependência quase umbilical do Estado na regulação e decisão da carreira docente é, exactamente, uma das grandes ‘virtudes’ de uma, por ora apenas conjecturada, Ordem de Professores: “(… )A vantagem evidente de uma estrutura deste tipo seria uma maior independência da classe docente em relação ao poder político (…)”.

Eu penso que percebo esta sua precaução/observação. De facto “neste momento, isso não parece ser algo que agrade a esse mesmo poder”. No entanto tal facto só vem reforçar ainda mais a importância e necessidade de existência de uma Ordem de Professores, que poderia conferir, nestes momentos de impasse e atropelo a uma profissionalidade já de si fragilizada, uma certa dose de esperança e, acima de tudo, de respeitabilidade social, cultural e intelectual.

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Teoricamente sem aditivos e conservantes.

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Obviamente que muitos se manifestam profundamente contra, outros enfatizadamente a favor. O que me leva a outro ponto:

De que,  sinceramente a ‘confusão’ arrasta-me.

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(colocando em termos simplificados)

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Para uns dever-se-á dizer não aos sindicatos. Pelas mais variadas razões que vão desde estes não representarem integramente os professores, até ao facto de neles se alojarem um conjunto de profissionais que vê nessa forma um modo de evitar a escola, as aulas e o ensino.

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Para outros dever-se-á dizer não aos movimentos mais ou menos espontâneos/independentes de professores. Pelas mais variadas razões que vão desde estes não agirem de forma devidamente organizada e construtiva, sendo mais lugar para expressões vãs de descontentamento pessoal, até ao facto de esses movimentos fragilizarem a posição negocial dos sindicatos ao retirarem dos seus ombros os galões da mobilização dos docentes.

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Para outros dever-se-á dizer não à Ordem dos Professores. Pelas mais variadas razões que vão desde esta poder tornar-se apenas mais uma organização de clientelas politicas e intelectuais, destinada logo à partida ao insucesso por emanar de um grupo profissional com um longo historial de balcanização (está na moda) cientifica/académica/sindical/política, até ao facto de esta não ser alternativa credível para uma necessária revisão da profissionalidade docente.

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Para outros dever-se-á dizer não a tudo. Para outros dever-se-á dizer sim… ou talvez…. Ou não sei… ou não quero saber…

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Ou

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Ou…

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E neste arrastão de ideias, vontades e desejos é importante guardarmos o discernimento suficiente para perceber que devemos ouvir os outros, não dar nada como certo (ou errado) e acima de tudo tentar que a nossa opinião, seja ela qual for, esteja devidamente fundamentada e sustentada nas mais diversas fontes que não apenas aquilo que vamos lendo nos jornais, lendo num blogue ou ouvindo em conversas de evasão profissional.

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A Galinha da Minha Vizinha…

Posted by LMML em Abril 16, 2008

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A galinha da minha vizinha é sempre mais gorda que a minha…

poderá traduzir-se nesta frase aquele que é tipicamente o nosso pensamento quando comparamos a nossa realidade com outras de outros países (normalmente e supostamente mais desenvolvidos que o nosso). E esta enviesada comparação ocorre nos mais variados e insuspeitos campos, dos quais a Educação e o Ensino não são parte excluída. Quando se carpem mágoas apontando os maus resultados apresentados pelos nossos alunos nos exames nacionais ou nas provas de aferição de Língua Portuguesa e Matemática do 4º e 6º ano não tardam vozes (opinadores profissionais) com acesso privilegiados a púlpitos mediatizados (jornais, rádio, TV e cassete pirata) a trazer à liça a comparação com a galinha dos outros…

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pois, mas nem sempre a galinha dos outros é mais gorda que a nossa!

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Fonte: ‘The Independent"

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"40,000 pupils not entered for GCSE maths and English"

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More than 40,000 children were considered so poor in basic school subjects last year that they were not entered for GCSE exams in maths and English.

The figures (…) indicate that teachers were not even confident of them gaining G grades in the subjects.

A breakdown also shows that far more boys (8per cent – up to 25,000) than girls (5 per cent – up to 16,000) were barred from taking the exams. Overall, 7 per cent were not entered for Maths and English.

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"There is clearly something going wrong when a significant number of 16-year-olds are not even being entered for English and maths exams," said Mr Laws. "Ministers need to get to grips with an education system which still sees too many young people leaving school without basic qualifications."

The breakdown shows that up to 60,000 pupils were put in for fewer than five GCSEs including maths and English – making it impossible for them to meet the Government’s benchmark for success that children should achieve at least five A* to C grade passes, including the basic subjects. Overall, only 46.7 per cent reached that hurdle.

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Jim Knight, the Schools minister, said the Government had announced a three-year £200m package intended to raise the achievement of low-attaining pupils at GCSE.

"No school should accept low attainment as the status quo and we will give teachers the tools and support to make long-lasting change," he added.

"We are targeting the lowest achieving children with a revamped secondary curriculum, quality alternative qualifications and apprenticeships and investing £1bn in one-to-one tuition and catch-up classes."

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Pois… afinal é tudo um problema de quando a galinha emagrece o que fazer… por lá (Inglaterra) analisa-se a situação, reflecte-se, discute-se e conclui-se quais as medidas apropriadas… por cá grita-se que ‘o Rei vai nu’, soltam-se lágrimas ocasionais, apontam-se dedos acusatórios aos supostos responsáveis… mas depois assobia-se para o lado esperando que o tempo sare a ferida

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uma questão de galinheiros, seguramente!

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O verdadeiro quadro interactivo

Posted by LMML em Janeiro 24, 2008

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No final do ano lectivo anterior e no início deste ‘a moda’ foi os quadros interactivos que, por promessa governamental, passariam a equipar as nossas escolas. Se em algumas eles lá vão aparecendo, noutras nem por isso. E quando surgem ou estão apenas reservados, ou prioritariamente alocados, aos professores de de Matemática (fruto do Plano de Acção de Combate ao Insucesso a esta disciplina) ou estão muito longe de serem verdadeiramente interactivos.

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Entretanto vão-nos chegando noticías como esta retirada de Final Encounters

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"Ora aí está uma excelente ferramenta de aprendizagem que o MIT (Massachutsets Institute of Technologie) está a desenvolver…
O projecto está muitissimo bom, e prova uma vez mais as vantagens que a tecnologia pode trazer para educação…"

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