Livre_do_ponto

________________________________ \” apenas aqueles que sabem são verdadeiramente livres \”

Archive for the ‘reflexão’ Category

O ‘INE’ do LivredoPonto – Parte I.Números

Posted by LMML em Fevereiro 2, 2009

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Apesar de ocasionalmente referir-me ao número de visitas que o LdP tem tido ao longo destes meses ou aos termos de pesquisa utilizados para o ‘encontrar’ num qualquer motor de busca, nunca fiz uma análise mais cuidada sobre os ‘números’ que de alguma forma reflectem o trabalho que tenho tido na manutenção e dinamização do LdP. Reconheço que é com algum narcisismo que o faço… afinal de contas… dedicando eu tanto tempo à dinamização do LdP sem que nenhum ganho material dele retire… resta-me confortar e buscar ‘forças’ aos números e aos comentários/emails que vou recebendo pelo trabalho aqui disponibilizado.

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Quando iniciei este projecto, nos primeiros meses de forma muito incipiente, tinha apenas como propósito aproveitar o acesso à internet que muitos dos meus alunos tinham através de um clube de informática dinamizado por mim e outra colega na Escola EB 2, 3 Vale da Amoreira (o clube ‘My Computer’ pretendia aliar a aquisição de conhecimentos no domínio da informática com a aprendizagem do Inglês) para lhes propor pequenos desafios/tarefas a serem resolvidos on-line [poderão encontrar alguns desses exemplos aqui, aqui e aqui]. Com o passar do tempo ‘a coisa’ foi crescendo e fui acrescentando algumas funcionalidades e outros propósitos ao LdP.

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Neste post, e em mais 2/3 a publicar ao longo das próximas duas semanas, irei dar largas ao INE que há dentro de mim e fazer uma pequena retrospectiva estatística em jeito de relatório de actividades avaliando o desempenho do blogue (os professores perceberão o sarcasmo).

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Aqui fica a representação gráfica dos números do LdP desde o seu ínicio até hoje contendo o número total de visitas (e não de visitantes únicos) por mês e por ano. Estes números são providenciados pela plataforma WordPress, onde o LdP se encontra alojado, utilizando o mesmo ‘motor’ do Google Analytics. Como compreenderão é-me impossível alterar/adornar os números apresentados.

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Como poderão verificar, depois de um semestre inicial muito incipiente o número de visitas foi aumentando, com especial ênfase a partir de Agosto de 2007… mas foi durante o ano de 2008 (em que passei a dedicar mais tempo ao LdP) que o número de visitas foi crescendo significativamente. À excepção dos meses de interrupção lectiva (Julho/Agosto), todos os outros apresentaram sempre mais de 10 mil visitas mensais… com o mês de Outubro a deter o recorde actual de 40.998 visitas num só mês. Sublinhe-se que durante os últimos dois meses de 2008 a plataforma wordpress apresentou problemas no acesso aos visitantes do LdP (erros no script e na visualização das páginas, entretanto corrigidos) que explicarão o forte decréscimo quando comparado com o mês anterior.

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Já neste ano de 2009, o mês de Janeiro atingiu o segundo valor mais alto [34.624] com uma média de 2.200 visitas diárias na última semana. Caso a tendência se mantenha, rapidamente serão ultrapassadas as 300.000 visitas ao LivredoPonto (muito provavelmente durante este mês de Fevereiro).

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Para Breve:

O ‘INE’ do LivredoPonto – Parte II.Termos de Pesquisa

O ‘INE’ do LivredoPonto – Parte III.As críticas/elogios (comentários e e-mails ao longo deste dois anos)

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As Escolas Matam a Criatividade?

Posted by LMML em Janeiro 26, 2009

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Há 5 / 6 meses atrás, na sequência de uma pesquisa académica, cruzei-me acidentalmente com o sítio de uma iniciativa de enorme interesse… as TED Annual Conferences [Technology, Entertainment, Design].

Trata-se de uma conferência anual que reúne pensadores/concretizadores de todas as partes do mundo, desafiados a darem a palestra das suas vidas em apenas 18 minutos. O objectivo primordial é ‘espalhar ideias’ que possam servir de inspiração a outros. Poderão encontrar mais informações sobre os seus propósitos aqui (em inglês).

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À disposição do visitante podemos encontrar um vasto arquivo das mais marcantes intervenções devidamente organizadas por temas ou por outros critérios.

Deixo-vos uma que me interessou bastante… palestra de Sir Ken Robinson questionando se hoje em dia ainda há espaço para a criatividade nas escolas. Vale a pena ver!

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Divulgação – Jornadas de Ensino-Aprendizagem das Línguas-Culturas

Posted by LMML em Janeiro 21, 2009

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Em mail enviado recentemente a Professora Celeste Simões (docente na Escola Secundária/3 Carregal do Sal e dinamizadora do Here We Go!) fez o favor de dar-me a conhecer um evento bastante interessante organizado pela própria e pela Professora Carla Marques. Não podendo, infelizmente, aceitar o convite feito aqui fica a divulgação do mesmo e em anexo os documentos necessários para a inscrição.

Descarregue aqui a ficha de inscrição.

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Num momento em que o diálogo disciplinar surge como exigência e como necessidade, numa altura em que a universalização das línguas é um factor de desenvolvimento, num contexto escolar plurilingue, à Escola abrem-se “Novos Desafios”,sobre os quais é importante reflectir com vista à definição de “Novos Percursos”.

Com as presentes jornadas pretende-se a promoção da reflexão em torno dos novos caminhos que, no actual contexto, se abrem no ensino-aprendizagem das línguas, com especial enfoque nas disciplinas de Português / Língua Portuguesa e Inglês. Ao longo de dois dias serão privilegiados tanto o diálogo inter e transdisciplinar entre língua materna e língua estrangeira como o tratamento de especificidades associadas à didáctica de cada uma das disciplinas. Pretende-se, deste modo, contribuir para uma investigação colaborante sobre o processo didáctico, nomeadamente a concepção, prática e avaliação de actividades de ensino e aprendizagem; promover a partilha de actividades e estratégias; identificar problemas na aprendizagem de línguas na sala de aula; definir linhas de orientação para o ensino de estratégias de aprendizagem; avaliar a teoria sobre estratégias de aprendizagem e os resultados que a prática do ensino estratégico tem proporcionado à luz dos contextos pessoais, entre outros aspectos.

 

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Quo vadis Escola Pública? – Parte I

Posted by LMML em Outubro 20, 2008

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Foram muito pontuais as ocasiões em que manifestei aqui no LdP a minha posição relativamente ao que tem acontecido à Escola Pública nos últimos 2/3 anos. Durante as próximos duas semanas irei postar alguns considerandos necessariamente curtos que fundamentarão a minha presença em Lisboa, no dia 15 de Novembro, juntando-me assim ao que desejo ser uma manifestação genuína e despida de ínvios e pouco transparentes interesses, por um outro caminho na procura de uma Escola Pública exigente, dinâmica e democrática nos seus objectivos e práticas.

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Parte I – Dos promotores e dos actores da mudança

Provavelmente nenhum outro Sector/Instituição nacional sofreu tantas e tão variadas reformas com tão reduzido impacto positivo como sofreu o ‘Ensino’. Reformas de Currículos, de Carreiras, de Estruturas de Gestão e Administração, de Estruturas de Apoio Educativo, de Infra-estruturas, de… de…

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Têm existido permanentemente críticos do ‘estado actual’ dispostos a alimentar e/ou encetar reformas radicais através de iniciativas sempre ambiciosas (como convém), acreditando generosamente ou inviamente que o caminho para a mudança (agora tão em voga) era por ali. Têm sido cíclicos e crónicos os apelos para uma espécie de refundação da Escola Pública, alimentados mais por reactividade do que por proactividade,  e quase sempre com resultados efémeros e/ou muito pouco visíveis. Ideias inovadoras e normativos pejados de promessas de um novo mundo têm frequentemente ficado muito àquem das iniciais expectativas dos seus promotores. Quando apresentam as suas intenções, esses mesmos promotores fazem-no sempre denotando uma preocupação visível em conquistar os apoios e elogios dos legisladores, dos empresários, dos políticos, dos fazedores de opinião e da vox populi. Raramente colocaram em prática aquilo que é demasiado óbvio para deixar passar em claro: que uma verdadeira mudança não poderá ocorrer sem que os seus principais actores (no caso: alunos, pais e professores) se sintam efectivamente envolvidos e (co-)responsabilizados na sua concepção e aplicação, mesmo considerando que no caso do Ensino se assista à peculiaridade de termos frequentemente os professores como alvos e agentes da mudança, colocando-os numa posição híbrida de elevada complexidade e de difícil adaptação.

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Negligenciando ou, mais simpaticamente não levando em devida consideração este facto, qualquer projecto ou dinâmica de mudança acabará, fatalmente, por ter infeliz destino traçado. Seja qual for o contexto, seja qual for o tipo de organização, seja qual for a realidade, seja qual for o status político de ocasião, ao promoverem-se mudanças na concepção, funcionamento e finalidade de um sistema organizativo (ainda para mais sistémico como é o Ensino), mesmo considerando essas mudanças como extremamente necessárias, descurando o papel relevante daqueles que serão os seus agentes e fazendo uso de imperativos normativos centralizadores, castrantes e impraticáveis origina um caos de processos e práticas com consequências devastadoras. E todas as convulsões a que temos vindo a assistir nestes últimos anos (com particular ênfase nos últimos três) são prova disso mesmo.

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Breve história do LdP e nova plataforma

Posted by LMML em Outubro 15, 2008

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Em meados de Julho de 2006 comecei a investir algum do meu tempo na criação de uma plataforma IT que me auxiliasse no ensino do Inglês como segunda língua: onde pudesse trabalhar com os meus alunos e simultaneamente disponibilizar recursos para outros professores e pais interessados em apoiar a aprendizagem dos seus educandos. Incipientemente começou pela criação de um site alojado num servidor português ao qual atribui a designação de Livre.do.Ponto. O nome, surgido depois de alguns segundos de reflexão e com a intenção de jogar com o comum Livro de Ponto, pretendia desde logo mostrar um dos principais objectivos do LdP: um complemento às aulas que se afastasse dos normativos impostos por excessiva carga burocrática e limitações de recursos (e.g. Livro de Ponto) que me impediam (e ainda impedem, agora mais do que há dois anos atrás) de abordar o processo de ensino de forma mais estimulante e motivadora. Construí o site a partir do zero e com conhecimentos quase nulos de linguagem de programação ou qualquer outro tipo de conhecimento na criação de páginas web. Fui aprendendo e fazendo por tentativa e erro… e produto final foi este.

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O projecto inicial da primeira plataforma do LdP foi crescendo e, deixando o site quase de parte, investi ainda mais tempo e recursos na criação do blogue Livre.do.Ponto [LdP]… e aí as coisas começaram a alterar-se significativamente. Inicialmente a maioria dos posts e dos recursos aqui disponibilizados tinham como intenção oferecer um complemento às minhas aulas e ao meu trabalho com os alunos mas com o passar do tempo fui reparando que algumas das fichas/testes/materiais de apoio que disponibilizava começaram a ter generosa procura por parte de outro tipo de gente… tendo eu recebido, nessa altura, alguns mails de outros professores solicitando que lhes enviasse algum do material publicado no blogue do LdP. Confesso que hesitei em responder de forma positiva a esses pedidos por sentir que a maioria dessas pessoas poderiam estar apenas a poupar trabalho seu e a pretender obter recursos já feitos e testados. Até porque ao atender a esses pedidos acabaria por dedicar mais tempos a disponibilizar conteúdos do que a oferecer uma alternativa extra-curricular para os meus alunos (o que se veio a comprovar). Fui aceitando os pedidos e disponibilizando cada vez mais material através do blogue do LdP… tendo para isso criado uma outra plataforma onde colocava ao dispor de todos muito do material produzido por mim… daí a box.net do LdP.

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Meses mais tarde lancei um pedido aqui no blogue para colaboração por parte de outros professores solicitando que me enviassem alguns documentos seus de apoio às aulas de modo a aumentar o espólio do LdP. Alguns professores aceitaram o meu pedido (infelizmente bastantes menos do que aqueles têm usufruido do material aqui disponibilizado)e gentilmente enviaram-me documentos que tenho vindo a burilar e a disponibilizar na box.net do LdP (fazendo a óbvia e devida menção quanto à autoria). Entretanto após cerca de um ano de existência a box.net do LdP já foi visitada por mais de 200.000 pessoas e foram feitos mais de 140.000 downloads dos diversos materiais lá colocados.

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Quanto ao blogue do LdP, que nos primeiros 7 meses de vida (Junho/2006 a Dezembro/2006) teve apenas 9.000 visitantes, foi crescendo quer em número de posts quer, sobretudo, em número de visitantes. No final de 2007 já apresentava um total de 43.500 visitas. Mas foi no ano de 2008 que o LdP obteve o seu maior crescimento… tendo ultrapassado as 100.000 visitas e tendo neste momento perto de 200.000 e com uma média diária de 1.800. Com o crescimento do número de visitantes vieram também as dezenas de mails recebido por semana ora solicitando material ora apresentando sugestões/críticas ora tecendo (imerecidos, seguramente) elogios…. o que significou em acréscimo acentuado de trabalho para mim… em simultâneo com a minha actividade docente, aulas de mestrado e, posteriormente, tese de doutoramento (entretanto em pausa por razões óbvias).

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Com todas as alterações que se têm verificado na actividade docente (ECD, avaliação de desempenho, estruturação horária, etc.) bem como outros projectos em que me fui envolvendo, fui tendo cada vez menos tempo para manter o LdP devidamente dinâmico e minimamente interessante e diversificado. As minhas intenções continuam as mesmas… o tempo e a disponibilidade para as concretizar continua a ter de ser roubado aos momentos de descanso e que passo com a minha família…. à qual decidi dedicar nos últimos 3 meses mais tempo, afinal antes de ser professor… sou filho, irmão, esposo e….. Pai.

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NOVA PLATAFORMA

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Com a crescente procura no LdP de materias diversos (bastava-me consultar o registo proporcionado pela plataforma wordpress que suporta este blogue para verificar que os termos de procura no Google que acabavam por direccionar as pessoas para esta casa giravam todos am volta do mesmo: testes de inglês 2º ciclo, ficha de trabalho, materiais halloween, ficha present continuous, etc etc etc) comecei a sentir a necessidade de criar outra plataforma que melhor servisse os interesses de quem consultava o LdP essencialmente na procura de recursos e que me facilitasse a tarefa em disponibilizá-los. Lancei-me então na criação de uma nova plataforma LdP…. a Wiki do Livre.do.Ponto…. e parece que voltei à estaca zero… pouco counhecimento técnico tinha (e tenho) sobre a criação e dinamização de uma wiki e estou neste momento em fase de aprendizagem/construção. Já existe um esboço… o qual pretendo ir ampliando durante as próximas semanas. O blogue ir-se-á manter e a wiki servirá essencialmente como banco de dados e recursos. A ver vamos.

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E estou cansado!

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A Escola dava (deu) um filme…

Posted by LMML em Maio 26, 2008

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Neste Domingo terminou o Festival de Cinema de Cannes com a entrega dos prémios. O grande vencedor da noite foi o filme francês “Entre les murs”… mas já lá vamos.

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Na noite de abertura foi exibido em estreia internacional o último filme de Fernando Meirelles “Blindness” baseado na obra de José Saramago “Ensaio sobre a Cegueira”. Com estreia prevista para o Outono deste ano há já algum tempo que venho acompanhando o diário de bordo do realizador, sendo óbvia a minha grande expectativa relativamente à forma como Fernando Meirelles conseguir passar para película aquele que é um dos meus romances preferidos. A julgar pelo que foi escrevendo no seu diário de filmagens (cuja leitura aconselho vivamente, principalmente para os cinéfilos) terá sido uma tarefa simultaneamente esgotante e enriquecedora.

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Voltemos: tido como o grande vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2008, o filme francês “Entre les murs” é aqui destacado no LdP por três razões essencias: 1. pela temática que encerra; 2. por me fazer recordar outro grande filme francês “Les Choristes”; 3. porque sim.

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Aproveito texto brasileiro (acordo ortográfico oblige) da AFP:

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O realizador Cantet ficou conhecido em 1999 com “Recursos Humanos” (“Ressources Humaines”), dolorosa crônica ambientada em uma fábrica em crise, antes de confirmar seu talento para o cinema com “A Agenda” (“L’emploi du temps”, 2001) e “Em Direção ao Sul” (“Vers le sud”, 2005), protagonizado por Charlotte Rampling.

Em seu quarto longa, adaptação do romance homônimo do jovem jornalista e professor François Bégaudeau, o diretor acompanha o cotidiano de um instituto de ensino misto de Paris, principalmente um professor de francês e seus alunos de 14 e 15 anos ao longo de um ano escolar.

O exterior da escola, a rua, só é mostrada por instantes no começo do filme quando o professor chega ao colégio no primeiro dia de aula. O restante da ação transcorre entre as quatro paredes do establecimento.

O diretor mantém em tensão constante o espectador, com sua forma de mostrar a relação intensa de todos os dias entre docentes submetidos a um desgaste permanente e adolescentes de todos as origens e cores, incansáveis, ternos, divertidos, violentos ao mesmo tempo. Em uma palavra, esgotantes.

Ao longo de um ano, Cantet trabalhou todas as quarta-feiras em oficina com alunos do instituto Françoise Dolto de Paris e pouco a pouco foi configurando o grupo que participou da rodagem, realizada com três câmaras que filmaram em plano muito próximo durante um verão de férias escolares.

O autor, François Bégaudeau, que recolheu em seu livro sua própria experiência docente, e que é um rosto conhecido na televisão por suas resenhas literárias e críticas de cinema, retoma com grande naturalidade seu próprio papel de professor apaixonado pelo trabalho, que se vê superado por algumas situações.

Em frente, esse apaixonante microcosmo que é a classe – todos os alunos são formidáveis -, reflete muito bem a realidade social francesa, multicolorida. “Tentamos evitar a ideologia, mostrar a escola tal como é, não como a queríamos”, insistiu Cantet.

“Entre les murs” diverge, assim, dos filmes dedicados ao universo do ensino desde “A sociedade dos poetas mortos” a “Ça commence aujourd’hui” (Está começando hoje), de Bertrand Tavernier, passando pelo documentário “Être et Avoir”, Ser e Ter de Nicolas Philibert.

O filme foi o último selecionado pela equipe de Thierry Frémaux, comentou à AFP o próprio diretor. “Tinham medo de que resultasse demasiado francês”, disse Cantet. Agora, foi coroado pelo júri.

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Tendo como base o  filme “Les Choristes” consegui, este ano lectivo, levar a cabo 2/3 aulas muito interessantes. Tentarei assistir ao filme “Entre les murs” tão cedo quanto possível para ver o que dele posso extrair e trabalhar com os meus alunos.

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Nem a propósito…

Posted by LMML em Maio 8, 2008

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Acabei de receber hoje as informações sobre o próximo ciclo de conferências a realizar pelo Instituto de Educação e Psicologia da sempre dinâmica Universidade do Minho.

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Pelo tema [apesar do título um pouco gasto] e relacionando com o post anterior percebe-se o porquê de vir a propósito. A julgar pela qualidade de alguns dos conferencistas e os assuntos em debate anteve-se prelecções de relevado interesse. Pena ser tão longe e mais uma vez, como é hábito, durante dias úteis da semana [ECD oblige].

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Aqui ficam alguns dos temas e o folheto em formato pdf poderá ser descarregado aqui:

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A Sociedade da Informação: um novo paradigma para a Educação

Formação Docente. Limites e Desafi os da Pós-Modernidade

Políticas Educativas, Gerencialismo e Trabalho Docente

Bringing Knowledge Back In: From social constructivism to social realism in the
sociology of education

Política Educativa e Curricular: A mercantilização do ensino público no Brasil

Para uma Pedagogia da Supervisão

Supervisão e Formação de Professores

A Tecnologia Educativa e a Sociedade do Conhecimento. Mitos e Desafios

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Muito curioso é o facto de o ciclo de conferências terminar com a exibição do filme brasileiro Tropa de Elite (para quem não conhece ou ainda não viu consulte o link anterior e verificará o aparente despropósito da película neste contexto)… pensando bem dadas as ultimas ocorrências em escolas do nosso ensino público… porventura até haverá uma qualquer ligação subliminar!

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Para lá caminhamos…

Posted by LMML em Maio 8, 2008

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clicar na imagem para aceder ao artigo completo

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A propósito do artigo de hoje do inglês Guardian…

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Há já algum tempo – bem nos primórdios do LdP – que ando a reforçar a minha convicção de que se quisermos antever o que será do nosso sistema de ensino público daqui a uma dúzia de anos caso continuemos a enveredar por este caminho, bastará seguir com alguma atenção a similitude de fenómenos que têm vindo a ocorrer no sistema de ensino público inglês,

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Desta feita quebrou-se a tradicional cortesia cavalheiresca britânica entre representantes das escolas públicas e privadas ( e por consequência entre os seus representados).

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Há lugar a acusações de menoridade científica e pedagógica relativamente ao ensino público, há respostas dentro do mesmo tom afirmando que os estudantes que se encontram neste momento a preparar-se para a docência são tratados de forma diferenciada (pela negativa) caso seja óbvia a sua intenção de leccionar no privado. Há representantes de pais também envolvidos afirmando que são forçados a recorrer ao ensino privado de modo a permitir acesso a um ensino de qualidade  (com os consequentes arrombos no orçamento familiar) quando, dados os impostos que pagam, tal qualidade deveria ser garantida pelo ensino público (ora aqui está uma das consequências da varinha de condão apontado por mentes liberais cá do burgo – o cheque ensino)… etc, etc, etc.

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Valerá a pena ler o artigo com algum cuidado e se chegarem à mesma conclusão que eu… verificarão que observar e estudar o actual sistema de ensino inglês é ter em nosso poder uma excelente bola de cristal que, qual arauto da desgraça, nos traça imagens vívidas daquele que será o futuro próximo no nosso sistema educativo.

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Ordem como resposta à Desordem?

Posted by LMML em Abril 27, 2008

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Ao longo dos anos têm sido tímidos os avanços e iniciativas para debate e reflexão relativamente à possibilidade de criação/existência de uma Ordem de Professores e, paralelamente ou não, de um código deontológico. Não pretendo aqui discorrer sobre questões de alguma tecnicidade (exclusividade das profissões liberais, auto-regulação, independência moral e ética, etc.). Este post surge em consequência de mais uma manifestação de intenção sobre o tema levada a cabo pela Associação Nacional de Professores e aproveitando um post que o Paulo Guinote publicou no Umbigo.

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Em resposta ao seu texto referi, comentando as palavras do Paulo, que se por um lado sobre a possibilidade de criação de uma Ordem afirmava, e concordo plenamente, que “seria um projecto interessante”, logo de seguida parecia pré-determinar que, a ser criada, esta dependeria de uma aceitação do Estado em conferir ao professorado um espaço próprio de acção moral, ética e cientificamente auto-reguladora: “(…) se o Estado aceitasse que os professores, maioritariamente seus funcionários, pudessem auto-regular o exercício da própria profissão (…)”. Mas, tal como o Paulo afirma, a não dependência quase umbilical do Estado na regulação e decisão da carreira docente é, exactamente, uma das grandes ‘virtudes’ de uma, por ora apenas conjecturada, Ordem de Professores: “(… )A vantagem evidente de uma estrutura deste tipo seria uma maior independência da classe docente em relação ao poder político (…)”.

Eu penso que percebo esta sua precaução/observação. De facto “neste momento, isso não parece ser algo que agrade a esse mesmo poder”. No entanto tal facto só vem reforçar ainda mais a importância e necessidade de existência de uma Ordem de Professores, que poderia conferir, nestes momentos de impasse e atropelo a uma profissionalidade já de si fragilizada, uma certa dose de esperança e, acima de tudo, de respeitabilidade social, cultural e intelectual.

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Teoricamente sem aditivos e conservantes.

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Obviamente que muitos se manifestam profundamente contra, outros enfatizadamente a favor. O que me leva a outro ponto:

De que,  sinceramente a ‘confusão’ arrasta-me.

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(colocando em termos simplificados)

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Para uns dever-se-á dizer não aos sindicatos. Pelas mais variadas razões que vão desde estes não representarem integramente os professores, até ao facto de neles se alojarem um conjunto de profissionais que vê nessa forma um modo de evitar a escola, as aulas e o ensino.

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Para outros dever-se-á dizer não aos movimentos mais ou menos espontâneos/independentes de professores. Pelas mais variadas razões que vão desde estes não agirem de forma devidamente organizada e construtiva, sendo mais lugar para expressões vãs de descontentamento pessoal, até ao facto de esses movimentos fragilizarem a posição negocial dos sindicatos ao retirarem dos seus ombros os galões da mobilização dos docentes.

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Para outros dever-se-á dizer não à Ordem dos Professores. Pelas mais variadas razões que vão desde esta poder tornar-se apenas mais uma organização de clientelas politicas e intelectuais, destinada logo à partida ao insucesso por emanar de um grupo profissional com um longo historial de balcanização (está na moda) cientifica/académica/sindical/política, até ao facto de esta não ser alternativa credível para uma necessária revisão da profissionalidade docente.

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Para outros dever-se-á dizer não a tudo. Para outros dever-se-á dizer sim… ou talvez…. Ou não sei… ou não quero saber…

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Ou

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Ou…

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E neste arrastão de ideias, vontades e desejos é importante guardarmos o discernimento suficiente para perceber que devemos ouvir os outros, não dar nada como certo (ou errado) e acima de tudo tentar que a nossa opinião, seja ela qual for, esteja devidamente fundamentada e sustentada nas mais diversas fontes que não apenas aquilo que vamos lendo nos jornais, lendo num blogue ou ouvindo em conversas de evasão profissional.

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Dia da Terra – Parte 2

Posted by LMML em Abril 22, 2008

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Nesta animação poderão ficar a conhecer algumas informações mais rudimentares sobre a influência do aquecimento global nos processos naturais do planeta Terra.

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Vodpod videos no longer available.  posted with vodpod

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